Vocês também, como pedras vivas, vão entrando na construção do templo espiritual, formando um sacerdócio santo (cf. 1Pd 2,5)

Os carmelitas da República Centro-Africana levam essa passagem bíblica ao pé da letra. Além de se considerarem pedras vivas da Igreja, eles mesmos fabricam pedras e tijolos para escolas, igrejas e hospitais. Mas, agora, trata-se também da reconstrução do país após décadas de lutas sangrentas. “Nossos tijolos serão mais fortes do que a guerra e o ódio”, diz o padre Federico se referindo aos tijolos de pedra e aos carmelitas.

Bodelo, de vinte anos, que durante a guerra fugiu com sua família, encontrou refúgio junto aos carmelitas. “Mbi ye ti ga maçon – Eu quero ser pedreiro”, diz entusiasmado. Assim como o jovem Bodelo, muitos refugiados encontram trabalho com os carmelitas.

Os padres querem fornecer os tijolos ao centro para crianças subnutridas, está sendo construído em Bangui, a pedido do Papa. “O Papa como primeiro cliente, nada mau para começar”, diz o Padre Federico com um sorriso. No entanto, o mais importante para ele – e certamente também para o Santo Padre – é o fato de que está aumentando de novo o número de jovens que batem à porta do mosteiro.

“Eles são as pedras com as quais construímos a Igreja de Cristo.” A diferença é que um tijolo precisa de uma semana até ficar pronto para uso; um jovem carmelita desde o primeiro momento de sua vocação está apto a construir as paredes da Igreja viva. “E enquanto os tijolos são todos iguais, cada Irmão é diferente. Todos têm a mesma meta e todos ardem de amor, mas cada um constrói novas moradas no Reino de Deus.”

Faz dez anos que o Padre Federico é responsável pela formação das novas vocações. Ele pede ajuda para os 38 jovens irmãos carmelitas nos mosteiros e seminários de Bangui, Bouar e Yaoundé (Camarões). Por favor, ajude com o seu tijolinho essa grande construção de Deus.