“O seu apoio ao povo birmanês é importante, embora você não esteja fisicamente aqui. Você nos ajuda a fazer o que precisamos fazer e a construir a solidariedade entre os cristãos birmaneses. Muito obrigado a todos vocês da Ajuda à Igreja que Sofre”.

A Ajuda à Igreja que Sofre está apoiando seis padres numa luta heróica, a fimde cuidar do enorme rebanho de migrantes e refugiados na Tailândia. Segundo dados da Igreja, há aproximadamente 2,5 milhões de pessoas provenientes da Birmânia (Myanmar) na Tailândia, e todos os dias mais pessoas cruzam a fronteira.

O bispo da Tailândia, Joseph Visitnondachai, da Diocese de Nakhon Sawan – líder católico para a ajuda emergencial e refugiados no país – explicou como a Igreja da Tailândia trouxe padres da Birmânia para o trabalho com os imigrantes, por conta da escassez de clero tailandês.

No entanto, enquanto os sacerdotes birmaneses podem mais facilmente se comunicar com os imigrantes, a Igreja local não tem os recursos essenciais para fornecer aos sacerdotes. O bispo Visitnondachai disse: “No começo não sabíamos como iríamos alimentar os sacerdotes – mas a Ajuda à Igreja que Sofre disse: ‘Não se preocupe, iremos ajudar'”.

A AIS está providenciando todos os recursos básicos para a sobrevivência dos sacerdotes em solo estrangeiro, além de apoiar a pastoral dos migrantes e refugiados da Birmânia. Por esta pastoral a AIS ajuda diretamente os refugiados que fugiram dos conflitos armados e também os imigrantes, que saíram do país por motivos sociais e econômicos.

O bispo Visitnondachai disse: “Só com o auxilio da Ajuda à Igreja que Sofre podemos dar ajuda financeira a estes seis padres que estão visitando os campos de refugiados e os migrantes”.

Enquanto que na Birmânia existem poucos empregos disponíveis – e os salários são baixos em comparação com as despesas – na Tailândia há grande necessidade de mão de obra. Ainda assim, ambos os grupos enfrentam restrições significativas, os migrantes não são autorizados a viajar livremente de uma área para outra e devem permanecer na área onde eles estão trabalhando, enquanto os refugiados não são autorizados a deixar os campos, nem os trabalhos. Estes que estão nos campos de refugiados são dependentes da ajuda que provem de agências humanitárias e organizações não governamentais.

Os sacerdotes fazem visitas semanais aos campos de refugiados para celebrar missas, confessar e celebrar outros sacramentos, como batismo e unção dos enfermos. “A visita aos doentes é muito importante, e é dever dos sacerdotes, mas um padre não consegue prestar auxilio a todos. E pensando nisto, estamos preparando voluntários [das comunidades migrantes]”, disse o bispo Visitnondachai.

Estabelecer o envolvimento dos leigos tem sido fundamental para construir e sustentar a Igreja entre os birmaneses. Há catequistas leigos e associações de mulheres que ajudam na catequese, ensinando aos jovens e crianças e reunindo-se regularmente para rezarem.

O bispo Visitnondachai concluiu agradecendo aos benfeitores da Ajuda à Igreja que Sofre: “O seu apoio ao povo birmanês é importante, embora você não esteja fisicamente aqui. Você nos ajuda a fazer o que precisamos fazer e a construir a solidariedade entre os cristãos birmaneses. Muito obrigado a todos vocês da Ajuda à Igreja que Sofre”.