//Ajuda de emergência para a República Centro Africana

Ajuda de emergência para a República Centro Africana

2017-12-11T19:36:02+00:00dezembro 11th, 2017|Projetos|

Infelizmente, a República Centro Africana nunca conheceu a paz. Nos 57 anos desde que ganhou a independência, este país – um dos mais pobres do mundo – sofreu um golpe militar depois do outro. É difícil hoje saber quais são todos os diferentes grupos armados do país. Os seus nomes podem diferir, mas os crimes que cometem são os mesmos em todos os lugares – saques, incêndios, violações, sequestros e assassinatos.

Desde 2013, o país esteve sempre em estado de guerra civil. Embora a situação na capital Bangui seja em grande parte estável, o restante do país ainda está em mãos de vários grupos rebeldes, que tem se desmembrado em outros. O governo – que, mesmo em tempos “normais”, foi incapaz de proporcionar às pessoas de várias regiões do país o mínimo de escolaridade, saúde, segurança, lei e ordem – está praticamente ausente. As autoridades civis e a polícia eram muitas vezes as primeiras a salvar suas próprias peles diante das forças rebeldes que avançavam. Somente a Igreja permanece presente.

Muitos sacerdotes e religiosos católicos arriscaram suas vidas tentando proteger a população civil indefesa. Muitos deles foram ameaçados com armas, alguns foram sequestrados e outros, ainda, assassinados. Mas até hoje eles continuam abrindo as portas das suas igrejas e casas de missão para proteger, independentemente da religião ou da etnia, civis cujas aldeias e cidades foram atacadas e que perderam tudo, exceto as roupas que conseguiam levar consigo. A Igreja Católica sempre foi e continua a ser uma voz constante para a paz e a reconciliação.

Em maio e junho de 2017, a Diocese de Alindao, no sul do país, foi palco de fortes combates entre grupos armados em guerra. Na cidade de Alindao, cerca de 150 pessoas morreram durante esse período. A maioria das pessoas nas áreas afetadas fugiu de suas casas. Essas pessoas, que antes do conflito já estavam desesperadamente pobres, agora perderam tudo. Por enquanto, eles não podem retornar às suas casas, já que a ameaça dos rebeldes ainda é muito séria e os assassinatos e atos de violência continuam.

As pessoas só podem confiar em Deus. Precisam da Igreja para tudo, já que eles não podem esperar praticamente nenhuma ajuda de qualquer outra fonte. “A Igreja tem que providenciar tudo, já que o Estado falhou”, diz o bispo D. Cyr-Nestor Yapaupa com tristeza. As pessoas sabem que só podem contar com Deus e com a Igreja. Um homem comentou: “Esperamos que os conflitos acabem em breve, para que possamos finalmente voltar para casa. Em qualquer outro lugar, as pessoas estão sendo ajudadas, mas não aqui. Parece que ninguém está interessado em nossa situação difícil. Deus é nossa única proteção. É por isso que vamos à Missa todos os dias para pedir a Deus para nos ouvir e nos ajudar na nossa situação. Felizmente, a Igreja Católica também está lá para nós. O bispo está na linha de frente dos esforços para resolver esta crise”.

Por enquanto, porém, o bispo precisa de ajuda para cuidar desses refugiados, entre os quais há muitas crianças. Ele conta com a generosidade de nossos benfeitores para que ele possa encher as mãos vazias, para que seja possível providenciar as primeiras necessidades dos 3 mil refugiados que estão sob seus cuidados. Não vamos decepcioná-los, confiantes do seu apoio, já prometemos contribuir com ajuda de emergência.

Leave A Comment

A ACN está na Copa do Mundo. Ajude-nos a ganhar!