//“A morte e a doença estão afetando os refugiados”

“A morte e a doença estão afetando os refugiados”

2014-08-15T18:31:34+00:00 agosto 13th, 2014|Projetos|

Refugiados iraquianos recebem ajuda emergencial da Fundação Pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (AIS). Em resposta aos apelos do bispo mais antigo do Iraque, a AIS destinou doação para ajudar às pessoas que estão desesperadas por comida e abrigo, enquanto as forças do Estado Islâmico (ex-ISIS) avançam.

Esta última doação está sendo enviada após a ajuda emergencial destinada em junho, logo após o Estado Islâmico dominar Mossul.

Em um apelo veemente, feito neste domingo (10 de agosto), o Patriarca Católico Caldeu, Louis Sako, disse: “A morte e a doença estão afetando as crianças e os idosos de milhares de famílias de refugiados distribuídos pela região do Curdistão, que perderam tudo nos últimos trágicos acontecimentos, enquanto os militantes do Estado Islâmico avançam e a ajuda humanitária é insuficiente”.

O patriarca disse que no subúrbio de Erbil há 70.000 cristãos refugiados, bem como de outras minorias que fugiram para a cidade. As igrejas já estão superlotadas e as pessoas agora estão dormindo nas áreas públicas.”As famílias que encontraram abrigo dentro das igrejas ou escolas estão em boa situação, mas aqueles que estão dormindo nas ruas e parques públicos estão numa situação deplorável”. Um dos bispos que recebe ajuda da AIS, Dom Bashar Warda, ainda está oferecendo duas refeições por dia aos desabrigados de Erbil. “As igrejas estão dando de tudo, dentro de sua capacidade.”

As condições dos 60.000 refugiados mais ao norte, em Dohuk, estão ainda pior do que as famílias em Erbil, de acordo com o patriarca. Dom Sako acrescentou: “Há também famílias que encontraram abrigos em Kirkuk e Sulaymaniyah, assim como alguns que têm chegado de longe como da capital Bagdá”.

Mas o patriarca sublinhou a necessidade de mais ajuda dos governos e agências no exterior. “Enquanto as necessidades humanitárias estão aumentando: moradia, alimentação, água, remédios e recursos, a falta de coordenação internacional está limitando a realização de uma assistência eficaz a estes milhares que aguardam apoio imediato”.

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