//A fé como consolo diante a “escravidão”

A fé como consolo diante a “escravidão”

2015-04-16T14:26:40+00:00 Abril 16th, 2015|Projetos|

Enquanto em vias políticas não se vê mudanças, é a fé que sustenta milhares de pessoas a continuarem, não desistirem de buscar uma vida melhor.

A paróquia da Imaculada Conceição, na cidade de Toba Tek Singh, diocese de Faisalabad, serve 75 aldeias com aproximadamente 2.700 famílias. Muitos dos moradores dessas aldeias cristãs trabalham como terceirizados ou garis, enquanto que as mulheres trabalham como empregadas domésticas. Poucas dessas famílias dispõem de recursos para enviar suas crianças para a escola. Os cristãos no Paquistão não possuem muitas possibilidades de melhorar a sua posição na sociedade.

Em várias partes do Paquistão, a sociedade rural ainda é governada pelo sistema feudal, da mesma maneira que ocorria na Idade Média. Os senhorios, isso quer dizer, os grandes proprietários de terra muçulmanos, ainda tratam seus trabalhadores como escravos, e suas ordens devem ser obedecidas incondicionalmente. São esses senhorios e os proprietários industriais que possuem o real poder nesse país. Através da corrupção eles têm a polícia, os tribunais e todo o sistema legal em seus bolsos. Se eles abusam de suas esposas, filhas ou trabalhadores não existe nada que essas pessoas possam fazer a respeito, a não ser permanecer em silêncio. A pior situação de todas ocorre quando esses trabalhadores se endividam, pois ele e toda sua família ficam a mercê do senhorio. Tudo o que é necessário, mesmo em caso se doença, o trabalhador é obrigado a pedir dinheiro emprestado ao seu senhor, que exige em troca taxas exorbitantes de juros. Sem ajuda externa, a família nunca mais consegue se livrar dessa dependência financeira e a dívida passa de geração em geração. Então, as crianças que nascem sob essas condições estão fadadas a escravidão. Da mesma maneira, os trabalhadores das fábricas de tijolos também ficam totalmente a mercê de seus empregadores. Eles fabricam os tijolos com suas próprias mãos e depois os deixam ao sol para que possam secar. Se chover antes que os mesmos possam ser colocados nos fornos, cujas chaminés altíssimas pontilham a paisagem, os tijolos ficam arruinados e todo o trabalho é perdido. Por isso, frequentemente os empregadores dizem: “o que eu posso fazer se choveu?”, e recusam-se a pagar pelo trabalho realizado.

Uma das aldeias que a paróquia atende, Pertabpur Chak 246 (sim, muitas das aldeias são enumeradas dessa maneira), fica a cerca de 65 km da paróquia e existem cerca de 300 católicos morando por lá. Eles retiram grande consolo da sua fé. Até agora foram realizadas a Santa Missa, reuniões de oração e outras devoções ao ar livre sob um teto de lona; mas agora os padres da paróquia querem construir uma igreja permanente, que não somente ofereça uma melhor proteção contra as mudanças de tempo, como também ofereça grande segurança aos fiéis, visto que no Paquistão os cristãos devem ficar o tempo todo em alerta por causa dos ataques de extremistas. Ao mesmo tempo, ajudaria a diferenciar os fiéis católicos das seitas, cujos pregadores também buscam novos adeptos através de pregações ao ar livre. Uma igreja sólida e permanente ajudaria a deixar mais claro para os fiéis católicos onde as missas e outras reuniões são realizadas. E também no futuro, a igreja poderia ser um lugar para a realização de escolas dominicais e de educação religiosa para as crianças.

A Fundação Pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre se propôs a ajudá-los financeiramente e conta com sua ajuda para isso.

One Comment

  1. Laffayette Boechat Marques Santos 6 de Maio de 2015 at 00:30 - Reply

    Deus me dê um bom emprego para poder ajudar todas essas pessoas.

Leave A Comment