//Vida, amor e sexo no casamento

Vida, amor e sexo no casamento

2010-08-02T16:10:29+00:00agosto 2nd, 2010|Palavra Viva|

Cristo elevou o casamento à graça de sacramento, fonte de santificação e de salvação. Os esposos, através da totalidade do amor afetivo, espiritual e sexual, se tornam em Cristo uma comunidade viva de salvação.

Vida, amor e sexo são dimensões do amor conjugal. Fazem parte do amor e da vida do casamento cristão. Mas para que a vida sexual se torne verdadeira e duradoura exige a presença de um amor que assuma todas as dimensões da vida de um casal. Separar o sexo da vida afetiva e espiritual é debilitar em profundidade a união do casal, gerando consequências sempre muito graves. No amor cristão do casamento, homem e mulher devem cultivar seus sonhos e aspirações mantendo suas diferentes individualidades e personalidades. Pela comunhão da vida amorosa, afetiva, sexual e espiritual, os dois devem buscar sempre mais a unidade do ser, do viver e do existir. “Os dois são chamados a serem uma só carne”, isto é, uma comunidade de partilha para toda a vida.

Para isto se faz necessário antes de tudo ter uma verdadeira noção, consciência e compreensão do sexo. Sexo não é algo que se tem, nem se descreve em simples órgãos do corpo, sexo é algo que se é. Todo homem e mulher são seres sexuados: corpo, mente, psíquico e alma. Não se pode confundir sexo com órgãos sexuais.

A compreensão do verdadeiro sexo exige a presença da sexualidade que é a maneira do relacionar-se e do complementar-se de um homem com uma mulher, em suas diferentes individualidades e personalidades.

Numa verdadeira relação sexual deve entrar o corpo, a mente e o espírito e não somente o corpo. Quando os espíritos não se casam os corpos ficam viúvos e o sexo se torna um simples prazer momentâneo que começa e termina com o encontro genital, onde o outro não é amado em seu ser, mas usado como meio de prazer. Esta compreensão e vivência do sexo como prazer leva o casamento para o desgaste e a morte do próprio sexo em si ao invés de se transformar em fonte de vida, de comunhão, de complementação através do amor na vida de um casal.

Os esposos participam da própria vida de Cristo na totalidade de suas relações esponsais. Neste sentido, o sexo é graça de Deus fazendo parte do sacramento cristão. Os esposos partilham da redenção de Cristo e se santificam através da intimidade amorosa, afetiva, espiritual e sexual. Esta é uma verdade que somente pode ser compreendida pelos que acreditam e vivem da vida de Jesus na Igreja.

Lastimavelmente este tesouro da vida conjugal é praticamente desconhecido, mesmo para a maioria dos cristãos. Pergunto: Como pedir fidelidade a um casal que não conhece a grandeza humana e divina do sacramento do matrimônio como fonte de vida, de santidade e de salvação? Sem darmos este conhecimento maior do matrimônio cristão, pouco faremos para ajudar os casais a encontrarem o caminho da felicidade e da realização no amor. É bom sabermos que: Não se acredita e nem se luta por aquilo que não se descobriu o verdadeiro valor.

Se o casamento na humanidade se encontra em crise e em decadência, sem dúvida, faltam os que ensinem o verdadeiro sentido e significado do matrimônio cristão como fonte de vida, de santificação e de salvação para os casais, particularmente para as novas gerações.

3 Comments

  1. elizabeth tomie nascimento 9 de agosto de 2010 at 01:38 - Reply

    “DEUS” NOS DEU A SEXUALIDADE PARA QUE TENHAMOS DESCENDENTES..A CONTINUAÇÃO DE UMA FAMILIA..,PARA QUANDO NA SUA VELHICE TENHA ALGUÉM QUE OS CUIDE..COMPARTILHAR AS COISAS QUE FIZERAM..,CUIDAR DA FAMILIA É UMA VOCAÇÃO..É CUIDAR DAS COISAS DE “DEUS”..A FAMILIA É SAGRADA..TEMOS QUE CUIDAR DELA COM AMOR..

  2. sandra aparecida de almeida 10 de agosto de 2010 at 22:08 - Reply

    Acredito profundamente no amor entre duas pessoas, amor que eleva, que sustenta, que gera vida que permanece firme, apesar das falhas. Vivo um amor assim com meu esposo e filhos…

  3. Diego 11 de setembro de 2010 at 13:47 - Reply

    Me sinto abandonado, rejeitado, sobrando em uma casa aonde tentei levar os valores de família, amor, cumplicidade mútua, lutar juntos e sem troca de referências de pessoas da família por pessoas externas.

    Me ferrei, sofri, a família ruiu, eu ví que era a peça do quebra-cabeça que não devia estar alí, fui humilhado, destruido, e perdi tudo por quem amava e não me dava valor. Fui vítima de preconceito por quem eu mais amei, tentei ajudar e fui julgado pelo que nunca fiz ou fui, o dinheiro, poder e ‘ter’ foi mais forte do que o amor, simplicidade, afeto…. enfim, não fui homem para quem devia ter sido por preconceito e isolamento (por rejeição e não ser aceito, o que vinha de mim era como lixo), a ambição de conhecimento e estudos para ter um futuro foi confundido com falta de ambição do dinheiro e do ‘adquirir’ acima de tudo no presente, sem medir esforços, minha ambição de ser alguém digno se tornou fraqueza por quem só via o dinheiro e o poder.
    Meu papel foi passado para outro homem que fez de tudo para acabar comigo, até me colocar atraz das grades, por duas vezes me tomou o que era meu, um lobo na pele de ovelha. Hoje, sou um nada, sem emprego, com fé mas sem esperança em mim, acreito em Deus cegamente e não acredito em mim, pois quando era capaz eu apenas ruí, agora não sou capaz, Deus faça por mim pois já perdi forças e o que havia dentro de mim (convicção de valores, de que realmente fazem alguma diferença).

    Até aonde os valores nos levam para o bom caminho? Eu perdi tudo por causa deles e outros perderam, do que adiantou acreditar em amor incondicional, companherismo, fidelidade tanto carnal quanto afetiva, se tudo se virou contra mim e me destruiu? Peço uma resposta para você, que escreveu este Post, Sr. Padre Evaristo, meus valores me destruiram, por que?????????? Antes eu escrevia como você, tinha agenda de pensamentos e valores, conhecia muito do comportamento humano, psicologia, Deus, e tudo mais, hoje tudo o que eu tinha dentro de mim não serviu para nada, a não ser eu cair no buraco. O amor quando no lugar errado, deve ser retirado, quando no lugar certo deve ser mantido, é como dar pérola aos porcos, só que quando é dentro do ambiente familiar complica, pois são as pessoas que você ama, mas mesmo assim, as pérolas são pisoteadas.
    É um desabafo, pois não estou bem, não consigo ver a esperança, como disse, confio cegamente em Deus, mas não confio mais em mim nem em ninguém mais. Acho que me falta um pouco de amor e reconhecimento dos outros, ou eu não tenho que ter mesmo, pois o que me tornei, não consigo ver isso em mim hoje.

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