Quando valorizo minha história e compreendo o valor da vida humana, percebo que minha vocação e caminho para a santidade estão justamente onde me encontro.

Deus é amor. Por ser amor, é família, início e fim da vida humana. Por intuição natural e por revelação divina, sabemos que a criação e as criaturas pedem por uma resposta sobre sua existência. O Livro do Gênesis nos ensina que o homem e a mulher são chamados a existir e a viver como “imagens de Deus”. Temos por vocação e missão o dever de gratidão a Deus e de amor e serviço aos irmãos na construção de um mundo melhor para todos (Gn 1,1s).

A Igreja católica no passar de cada ano nos convida a meditarmos na razão maior de nossa existência humana, como de nossa vocação e de nossa missão no tempo. Isto é: Deus nos chama para refletirmos sempre mais sobre a origem primeira e última da existência humana. O Magistério da Igreja através dos seus ensinamentos nos ensina que, toda vida humana é uma vocação, da concepção à hora da morte (GS), como nos ensina que todos os ministérios humanos fazem parte do projeto de Deus sendo caminhos de santificação e de salvação em Cristo, (LG). Papa, bispo, padre, religioso ou leigo na vocação de pai, mãe, profissional, operário ou de um simples varredor de ruas, todos estes têm sua santificação quando assumem sua própria vocação, colocando suas virtudes à serviço dos irmãos. Ninguém é maior, ninguém é menor. Todos têm o mesmo valor e dignidade, assim como todos fazem parte do Povo santo de Deus.

Deus não nos criou por série. Cada pessoa é um valor único e absoluto. Ainda que não fossemos desejados por nossos pais, desde sempre Deus nos desejou. Isto é confortador, revelador e transformador. É por isto que a Igreja católica defende e protege a vida humana em todas as circunstâncias, desde a concepção no ventre materno à hora da morte natural, tenha alguém nascido com sanidade física ou não. Nada justifica a exclusão e a morte injusta de uma pessoa. Ser e principalmente viver como cristão é defender, proteger e promover a vida humana em todos os momentos e circunstâncias como dom de Deus. Pois somente Deus é o Senhor absoluto da vida.

Na passagem do mês vocacional, responda com muita sinceridade a esta pergunta: Que valor dou à minha própria vida e à vida do meu irmão, particularmente dos mais pequeninos, desprotegidos e excluídos?