Já sabemos que a família como valor não se discute. Não tem substituto para ela. Ela é para nós cristãos fonte do amor e de vida, uma Igreja doméstica. Pela família passa o futuro da vida, da Igreja e da humanidade. Agora precisamos entender que a qualidade de vida das pessoas nas famílias, na comunidade e na sociedade de modo geral, depende de quatro pilares insubstituíveis:

Solidez familiar

Relação sadia entre esposo e esposa, entre pais e filhos. Entretanto, não se trata apenas de entender a afetividade da célula familiar, mas também de viver e existir em comunidade, inseridos na sociedade, onde ninguém é e nem pode ser excluído, não importando a idade, a classe, a cor, a raça ou religião.

Ordem de Valores

Todo o lugar onde não se cultiva valores básicos da vida, como o respeito, a ética e a partilha, o caos acontecerá. Vivemos a era da tragédia existencial, onde temos como prioridade o ter, o possuir, o gozar, a esperteza, o egoísmo e o individualismo em detrimento dos valores do ético, da moral, do ser, do existir, do viver, do conviver, da justiça e da substancial igualdade e direito de todos.

Sentido da vida

Perder a consciência do valor maior da vida humana é esvaziar o dinamismo da família em sua essência. Sem esta consciência o próprio amor vira comércio, uma troca de interesses e de compensações e não uma experiência de vida que gera vidas. O  desconhecimento do sentido maior da vida humana gera a destruição das relações afetivas e humanas. Infelizmente vivemos num tempo em que se ensina a finalidade de tudo, menos da vida, do existir e do próprio amor.

Significado e sentido do amor

Nenhum tema em nossos dias é tão falado, aspirado e desejado como o amor. Mas sejamos sinceros: Nada se encontra mais marginalizado e manipulado do que o amor. Qual é mesmo o verdadeiro significado e sentido do amor que gera, que promove e que salva vidas? Sem a presença dos valores do humano e do divino o amor virá instrumento de gozo, de uso, de posse e não de caminho da realização humana.

Queremos que nossas famílias se realizem, que sejam felizes e se transformem em fontes geradoras de vida e de amor, mas não ensinamos por primeiro o valor e o significado da vida e da existência humana.

Acreditem. Não é a família em si que está em crise. É a vida, no seu sentido e razão de ser, que está em crise. Nossos sonhos de realização pessoalse perdem quando não temos um sentido de ser e de existir.

Saibamos que a transmissão dos verdadeiros valores da vida humana não é uma questão apenas de ensinamento, mas particularmente de coerência e de testemunho de vida. A paixão pela vida  não se ensina com palavras mas com a própria vida.