“Santo já” foi o grito das multidões que acompanharam de perto a morte e o sepultamento de João Paulo II. Nós, juntamente com grande parte da humanidade, somos gratos a Deus pela vida, testemunho e mensagem deste homem que marcou e mudou em muito nossa vida e a história de nossos tempos.

Sua figura carismática ainda evoca nossas emoções e nos desperta para o seguimento de Cristo como também nos desafia para uma vida de comunhão com todos. João Paulo II na sua vida, sua paixão e seu amor todo particular por Maria, o levou no dia de sua eleição papal a por Cristo como o centro de sua vida, da vida da Igreja e de nossa vida cristã. Soa ainda aos nossos ouvidos e em nossa memória suas palavras proféticas: “Abri as portas para Cristo”.

Com seu lema papal “Totus Tuus” (todo teu), João Paulo foi órfão desde seus primeiros anos de vida, ele se consagrou totalmente aos cuidados e à proteção de Maria, a Mãe de Jesus e a nossa Mãe. Na disponibilidade de Maria aprendeu a se pôr a serviço da Igreja levando a Boa Nova de Cristo para praticamente todos os povos.

Na verdade, João Paulo II foi e continua a ser um dos maiores missionários de Cristo para a humanidade de nossos tempos. Reconhecermos seu grande testemunho de vida, de amor e de doação à causa de Cristo no amor à humanidade lhe dá o direito de ser aclamado pela Igreja como santo.

Mas a vida deste grande Papa nos deixou e ainda nos deixa um desafio. Como devotos de Maria somos convidados a nos transformar em discípulos missionários de Jesus, tanto em nossa vida pessoal, em nossas famílias, comunidades, trabalhos, como dentro da Igreja. Com Maria somos chamados a renovar o “faça-se” diário no seguimento de Cristo.

Reconhecermos Maria como Mãe de Jesus, Mãe da Igreja e nossa Mãe tem por exigência a busca de uma vida cristã que nos identifique com o espírito de serviço, de disponibilidade e de amor sem reservas no abraçar a vontade do Pai. Não há amor a Maria sem amor a Jesus.

No “faça-se” de Maria, como a serva do Senhor, se encontra todo o segredo da vida e da santidade cristã.

Neste mês de maio nosso amor e nossa especial gratidão às nossas queridas mães terrenas, a Maria, Mãe de Jesus e nossa Mãe, como nossas preces por todas vocês mulheres que, na doação do amor de serviço e de solidariedade cristã, enxugam as lágrimas de Cristo nos mais feridos da terra. Sim, cada mulher é e deve ser reconhecida como presença viva e encarnada do amor ternura de Deus. Enfim nossa especial gratidão a Deus na pessoa de nosso querido e saudoso Papa João Paulo II, “o João de Deus”.