//O fim como um novo começo

O fim como um novo começo

2017-11-30T15:17:38+00:00novembro 30th, 2017|Palavra Viva|

A espiritualidade cristã é rica e diversa em suas expressões. O Ano Litúrgico alcança seu desfecho e retomada neste mês de novembro, podendo ser comparado a um “relógio religioso” para nós, cristãos católicos, que vivenciamos diferentes ritos litúrgicos e passagens no decorrer do ano. Nesse ciclo se revive o Mistério da Salvação centrado na pessoa de Jesus Cristo: datas e acontecimentos compõem os ponteiros desse relógio que, no entanto, não se iguala ao relógio do ano civil, pois se orienta por outro fuso horário, o qual revela a grandeza e a beleza de Deus

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A reflexão do capítulo 18 do livro do Eclesiástico, precisamente entre os versículos de 1 a 6, nos ajuda na compreensão de que o fim é na verdade um novo começo. O tempo divino, costumeiramente designado por vida eterna, nos conduz para uma outra vivência, que não é um prêmio reservado para o depois. Ao contrário, é um tempo que já se iniciou e continua no agora, porque o amor é eterno, é permanente, chama-se doação, entrega amorosa. A espiritualidade que nos alimentou no decorrer de todo esse ano é a mesma que continuará a mover nossa vida: nisto reside a alegria de acolher esse tempo conclusivo como uma renovação de nossos compromissos, de nosso empenho e de acreditar na solidariedade junto àqueles privados de dignidade e liberdade.

Encerrar o ano litúrgico não significa abandonar o “relógio religioso”. Acreditamos que o amor em movimento, presente nas diversas formas de ajuda à Igreja que sofre, comprova a presença de Deus em nossas ações e faz nova todas as coisas. Eis uma boa oportunidade para que possamos crescer numa verdadeira espiritualidade de comunhão e participação na vida divina. liturgia, expressa também nos atos concretos de caridade, é o serviço que prestamos a Deus por meio do grande Servidor, Cristo, que nos diz: “Se alguém quer servir a mim, que me siga. E onde eu estiver, aí também estará o meu servo. Se alguém serve a mim, o Pai o honrará” (Jo 12, 26).

A conclusão desse tempo nos leva a um novo começo, porque o amor jamais tira férias. Que Deus nos conserve na comunhão desse carisma e na prática dessa espiritualidade que nos torna servidores uns dos outros.

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