//Editorial: Pedras Vivas

Editorial: Pedras Vivas

2018-08-13T13:40:49+00:00agosto 10th, 2018|Palavra Viva|

“Também vós, como pedras vivas, formam um edifício espiritual…” (1Pd 2,5).

Assim nos exorta o primeiro Papa, “Pedro”, a Rocha. A Igreja não consiste em edifícios bonitos onde nos encontramos para adorar a Deus. Também não é somente uma instituição bem organizada. Não. A estrutura que sustenta a Igreja é a graça de Deus que Ele, em sua bondade, concede aos homens. A pedra angular é o próprio Jesus. É sobre Ele que o Espírito Santo estabelece sua obra salvífica; começando pelos apóstolos e depois chamando pessoas e investindo-as de diversos dons e carismas.

Esses dons não são uma propriedade privada, mas existem para serem postos a serviço de toda a comunidade e para a edificação do reino de Deus. O Apóstolo Paulo descreve essa estrutura carismática que está na base da Igreja:

“Existem dons diferentes, mas o Espírito é o mesmo (…) Cada um recebe o dom de manifestar o Espírito em vista do bem de todos” (1Cor 12,4ss). Todos os carismas trazem em si a missão de construir a Igreja, que por sua vez requer uma estrutura que possa organizar o serviço comunitário. A hierarquia eclesiástica e as instituições associadas a ela não são um fim em si mesmas. Em primeiro lugar, essa estrutura visível da Igreja está a serviço do carisma fundamental da caridade – enraizado no amor de Deus.

A natureza da Igreja

Desde o início, a tarefa primordial da Igreja era compartilhar tudo com todos, de acordo com a necessidade de cada um (cf. At 2,44-45). Isso corresponde à natureza da Igreja; além disso, é o carisma da ACN: dar amor e ajudar a todos aos quais falta o essencial para uma vida digna como filhos de Deus. Na encíclica Deus Caritas est, o Papa emérito Bento XVI explica o princípio básico da caridade comunitária dentro da Igreja: “A Igreja é a família de Deus no mundo. Nesta família, não deve haver ninguém que sofra por falta do necessário.

Ao mesmo tempo, porém, a caritas-agape estende-se para além das fronteiras da Igreja; de fato a parábola do bom Samaritano permanece como critério de medida; impondo a universalidade do amor que se inclina para o necessitado encontrado ‘por acaso’, seja ele quem for.

Mas, ressalvada esta universalidade do mandamento do amor, existe também uma exigência especificamente eclesial; precisamente a exigência de que, na própria Igreja enquanto família, nenhum membro sofra porque passa necessidade. Neste sentido se pronuncia a Carta aos Gálatas: ‘Portanto, enquanto temos tempo, pratiquemos o bem para com todos, mas principalmente para com os irmãos na fé’ (6,10).”

Caros amigos, obrigado por ajudarem a construir a Igreja em todo o mundo através da ACN. Ademais, obrigado por cada ato de caridade, cheio do amor de Deus, um amor que transcende a justiça, que o homem sempre precisou e vai precisar.

Pe. Martin M. Barta
Assistente Eclesiástico Internacional

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