//Drogas: Para onde vamos?

Drogas: Para onde vamos?

2011-08-01T14:00:30+00:00agosto 1st, 2011|Palavra Viva|

“Quando não formos capazes de viver conforme pensamos, acabamos pensando conforme vivemos”. Quando se perde o horizonte do verdadeiro sentido da vida se chega a admitir o próprio erro como caminho certo.

Nada mais destrutivo do que uma visão distorcida dos princípios e valores, ditando um comportamento social fora dos critérios que governam um sadia vida em sociedade.

A vida é o bem maior a ser defendido se quisermos construir uma sociedade melhor e um futuro promissor para as novas gerações, como para a própria humanidade. “Poderemos, com razão, depositar a sorte futura da humanidade nas mãos dos que sabem transmitir às novas gerações razões de ser e de esperar” GS.

Não se brinca com a vida. O preço de conclusões irrefletidas pode nos levar a um processo de morte, comprometendo seriamente a saúde da geração presente e futura. Vivemos, sem dúvidas, um tempo rico de conquistas no campo científico, que se faz presente nos vários setores da sociedade atual. Mas, ao mesmo tempo, vivemos um tempo marcado pelo subjetivismo, que leva a comunidade a uma verdadeira decadência na qualidade de vida a nível pessoal, familiar, social, espiritual e humanitário.

Refiro-me a uma tendência crescente de permissividade no situar princípios e valores buscando liberar o uso de drogas como a maconha, infelizmente defendida por não poucos responsáveis de nossa pátria que deveriam por dever zelar por um futuro sadio para nossa juventude. Todos que trabalham com usuários de drogas sabem da verdade que, a maconha, menos prejudicial à saúde física em comparação à outras drogas, é sim uma das portas abertas para o universo das drogas. Esta é a experiência dos que entendem sobre o assunto. Não é porque o álcool foi liberado que não se transformou num caminho sem volta para uma multidão de pessoas, causando consequências desastrosas dentro e fora da família. Será que a recente morte da cantora Amy Winehouse e de centenas de outros jovens talentosos não nos acordam sobre o caminho destrutivo das drogas?

Na verdade, nenhuma droga é inocente. Dizer e afirmar que a maconha não é droga prejudicial para as pessoas é ignorar as conquistas da ciência e a experiência humana. Perguntem para os usuários de drogas mais pesadas, qual foi o caminho por onde estes entraram no mundo das drogas e verão que a maconha foi o passo primeiro da maciça maioria. Perguntem para o Dr. Nahas, um dos maiores estudiosos dos EUA sobre o uso destrutivo e perverso da maconha. Perguntem para o Dr. Elias Murad, um cientista brasileiro que foi assessor da ONU no campo das drogas. Perguntem para o Dr. Ulivestein, um dos donos e grande pesquisador da clínica de Marmotan de Paris. Enfim perguntem pelos países que liberaram a maconhacomo alguns estados dos EUA e vejam as respostas.

Impressiona-me a superficialidade com que certas pessoas, que se dizem entendidas, falam sobre o uso da maconha como se não tratasse de uma verdadeira droga com sérios malefícios para a saúde física, psíquica e social. Não é porque a maconha tem menos efeitos colaterais para a saúde física que não seja um caminho perverso e destruidor para a saúde psíquica, demolindo aos poucos o caráter de cada individuo. Uma pessoa não adoece e se debilita só no físico, mas principalmente na vontade, na despersonalização de seu caráter e principalmente na dimensão do humano, psíquico, afetivo, existencial e espiritual.

Não é liberando os vícios que salvaremos as pessoas e nem construiremos uma sociedade sadia. É uma insensatez. Espero que o bom senso e o discernimento prevaleçam sobre a superficialidade de decisões diante do valor da vida a ser preservado, defendido e protegido.

O caminho a ser assumido por nossos legisladores, autoridades, pelos responsáveis do bem comum, pelos professores, pelas comunidades, pelas igrejas e particularmente pelos pais, é o caminho da oferta dos verdadeiros valores da vida humana. Precisamos de uma ascese de vida, da presença de valores, de princípios, de sentido, de normas, de ética e de uma razão de ser para a vida, e não da oferta de compensações e de autos-gratificações passageiras.

Toda droga é como que uma virose que nasce e cresce numa sociedade rica em superficialidades e pobre em valores de vida. Quando falta o cultivo dos verdadeiros princípios, quando falta “o porquê” e o “para que” da vida humana, quando o sentido maior da existência não está bem definido, as auto-gratificações e interesses pessoais se transformam em  fim de tudo. “Quem não tem uma razão de ser já tem uma razão suficiente para morrer”- Bay Barry.

2 Comments

  1. elizabeth tomie nascimento 3 de agosto de 2011 at 19:22 - Reply

    PAZ E BEM…estou liberta do cigarro,mas não curada..rezo ,agradeço por mais um dia sobria…ME LIBERTEI ,quando me concientizei de que estou poluindo um planeta ABENÇOADO dado por DEUS…LIMPO,PURO..CHEIO DE VIDAS..criadas por DEUS…AMEM

  2. luiz gonçalves de Oliveira 15 de novembro de 2011 at 21:53 - Reply

    DROGAS:PARA ONDE VAMOS?.
    Com certesa, éo caminho que leva a destruição, com o aval da maioria dos poderes legislativos e executivos no que tange a descriminisação.A partir do uso não ser encriminado, aumentou-se consideravelmente seu uso,causando grandes males a sociedade.Que o” TODO PODEROSO” ilumine os políticos no sentido de criar novas leis que amenize esta triste realidade.

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