Deus me confiou uma tarefa difícil e, para isso, teve em conta as minhas fraquezas. Muitas vezes me pôs diante de dificuldades insuperáveis para depois ele mesmo solucioná-las. Concedeu a Satanás grande liberdade, mas jamais lhe permitiu destruir nossa Obra. Às vezes, exigiu de mim sacrifícios que me pareciam sem sentido, mas justamente aí me inundou com sua bênção. Despertou uma confiança ilimitada no meu coração, sem nunca decepcionar. E quando eu não via saída alguma, provava-me que era ele mesmo quem condizia nossa Obra.

Como poderia ser diferente? A garantia para a bênção de Deus é Jesus, que disse: “Todas as vezes que o fizestes a um destes mais pequenos, que são meus irmãos, foi a mim que o fizestes” (Mt 25,40*). Estas palavras devem significar para nos mais que toda sabedoria do mundo. Ela deve nos fazer procurar, incansavelmente, possibilidades de como amar, apesar de nossas fraquezas, o Senhor nos pobres, atrás dos quais ele se esconde. Pois o amor cobre muitos pecados. Se o possuirmos, Deus nos acolherá, ainda que tenhamos conduzido uma vida pecadora.