//Editorial: Caminhando na Providência

Editorial: Caminhando na Providência

2018-08-10T13:22:46+00:00maio 10th, 2018|Palavra Viva|

Em uma vila de pescadores da Amazônia surgiu a pergunta: “Por que será que Jesus chamou justamente pescadores para serem apóstolos?” Um pescador respondeu: “Quem se movimenta pela terra, constrói uma estrada – e se limita nesse caminho. Mas o pescador procura os peixes lá onde eles estão, jogando a rede sempre em novos lugares.” A nossa Obra tem a ver com essas pessoas que deixaram a segurança das estradas para se tornarem pescadores de homens num mar sempre novo. Divina providência…

O objetivo da missão não é fazer a Igreja ficar maior, financeiramente mais forte e mais influente, mas apenas direcionar o olhar e o coração do homem para Jesus. Pois somente nEle Deus se revela para todos os tempos como aquilo que Ele é: Amor. Missão significa, assim, transformar pessoas em discípulos. Um discípulo é um seguidor de Jesus, alguém que vive uma amizade com Jesus, acredita nEle e faz de suas palavras a bússola da própria vida. O fruto último da missão é a salvação, uma nova vida em dignidade e significado.

A grande missão: confiar

O número de pessoas que não conhecem Jesus aumenta constantemente. Mesmo em nossos países cristãos, são poucos os que sabem porque cremos e como cremos. Por isso, a “missão” existe sempre e em todo lugar. Quanto maior a emergência missionária, tanto mais precisamos confiar na palavra do Senhor e “caminhar sobre a água”. Marcello Candia (1916-1983), um grande empresário italiano que, com 50 anos, vendeu tudo e foi ser missionário leigo no Brasil, conta sua experiência missionária na construção de um hospital na Amazônia: “Minha maneira de pensar havia mudado. Como empresário, eu primeiro fazia cálculos, planos, projetos. Pensava em dinheiro e no financiamento.

Tudo seguia uma lógica matemática; eu me debatia nas muitas preocupações. Mas aos poucos eu percebi que, quando se lida com Deus, as contas se acertam de outra forma. São poucos os que podem pagar por um serviço médico; assim como são poucos os que podem ter um plano de saúde. Então aprendi que para um hospital destinado aos mais pobres funcionar, não devo temer operar “no vermelho”; pois há um fator seguro a contar: a Divina Providência.

Caros amigos, a ACN também está sempre “operando no vermelho”; uma conta que só fecha pela ajuda de vocês – a nossa providência. Com Deus não é diferente. Ele quer saldar um enorme débito de fé, de esperança e de amor em toda a humanidade. Tudo através do nosso empenho missionário. E hoje, mais do que nunca, essa conta do amor necessita ser paga.

Pe. Martin M. Barta
Assistente Eclesiástico Internacional da ACN

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