//Sudão: crianças cristãs refugiadas só recebem comida se recitarem orações islâmicas

Sudão: crianças cristãs refugiadas só recebem comida se recitarem orações islâmicas

2017-09-14T20:30:21+00:00 setembro 14th, 2017|Notícias|

Crianças cristãs que estão em campos de refugiados no Sudão não estão recebendo comida, a menos que recitem orações islâmicas. As informações são dos relatórios recebidos por fontes próximas da ACN – Fundação Pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre.

Um dos contatos locais da ACN, que pediu para permanecer anônimo por razões de segurança, descreveu como os refugiados cristãos do sul do Sudão estão em uma situação terrível. “Ouvimos histórias em que as crianças estão condicionadas a dizer orações islâmicas antes de receber qualquer alimento. Isto não está certo. Essas crianças são cristãs. Eles devem ser respeitados por isso”, disse a fonte.

Estima-se que 700 mil cristãos do sul do Sudão são refugiados. A fonte acrescentou: “A maioria é deixada nos campos, alguns em situação muito precária. Eles estão confinados nesses lugares. Não tem permissão para ir ao norte das cidades”. Há relatos de que as famílias de refugiados sobreviverem com muitas dificuldades com alimentos fornecidos pelo governo.

Ajuda de emergência tem sido burlada

A instituição de caridade explicou que um pacote mensal de alimentos para uma família dura pouco mais de duas semanas, levando os pais a buscar provisões no mercado local. A ACN foi informada de que os itens fornecidos pela ONU são vendidos no mercado, muitos ainda marcados com logotipos da UNICEF.

A fonte da ACN continuou dizendo que o governo de Cartum impediu as instituições de caridade de prestar assistência aos campos, impedindo-os de supervisionar a ajuda de emergência. A fonte disse: “Ouvimos que o governo não permite que outras agências ofereçam apoio, incluindo as iniciativas de igrejas”.

Ele continua: “O governo sabe muito bem que a Igreja apoia os necessitados em todo o mundo”. A fonte disse que se identifica com as famílias sofredoras, especialmente porque ele foi refugiado quando criança. Referindo-se às visitas às famílias deslocadas no Sudão do Sul, ele disse: “Eu lhes disse que já fui um refugiado e que esse não era o fim da estrada. Agora posso contribuir com algo positivo para a sociedade”.

Perseguidos, como Cristo

Ele comparou os refugiados com Jesus Cristo que fugiu com seus pais para o Egito quando criança, acrescentando: “Pedimos à humanidade que tenha um coração voltado para os refugiados. Eles devem ter um verdadeiro respeito, dignidade e seus direitos devem ser respeitados. Nunca maltrate um refugiado porque você nunca sabe o que o amanhã pode trazer”. Tais comentários vêm em meio a relatos de perseguição crescente contra os cristãos no Sudão, e sobre o aumento da agenda islâmica por parte do regime.

Em maio, uma fonte que também pediu anonimato por razões de segurança, disse à ACN: “As igrejas no Sudão estão sendo destruídas, mas eles afirmam que é apenas um planejamento urbano. A Igreja não tem permissão para comprar imóveis – – não se escuta o mesmo sobre mesquitas”. Na mesma época, uma fonte da Igreja do Sudão disse à ACN: “As igrejas estão sendo derrubadas todo mês”.

Em junho de 2015, 12 mulheres cristãs foram presas quando deixaram uma igreja por usarem calças ou saias, ditas estarem “vestidas indecente ou imoralmente”.

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