“Minha vida está destruída, mas nunca me arrependi de defender a Asia Bibi. Não tenho arrependimentos. Desse modo, se amanhã outro cristão me pedir para defendê-lo de uma acusação de blasfêmia, o ajudarei sem parar pra pensar”. Isto é o que Saif Ul-Malook disse durante uma reunião privada com uma delegação da ACN; realizada no dia 8 de fevereiro em Lahore, Paquistão.

O advogado foi forçado a deixar seu país após a sentença de absolvição de Asia Bibi; a qual foi anunciada no dia 31 de outubro de 2018. No entanto, retornou recentemente ao Paquistão a fim de participar da audiência em que o Supremo Tribunal do Paquistão rejeitou o pedido de reabertura do processo de Asia Bibi; confirmando assim a sua absolvição.

Retorno e ameaças

Após o retorno para casa, Saif ul-Mallok enfrentou ameaças novamente. “Sou um homem morto que caminha. Eles me acusam de ser um mau muçulmano porque eu defendi uma cristã que foi considerada culpada por blasfêmia. Meus amigos e colegas se recusam a entrar no mesmo carro que eu; pois temem serem assassinados comigo”.

Falando com a ACN da Itália, o advogado lembra o quanto Asia Bibi sofreu durante sua permanência no corredor da morte:

“Não sei como ela conseguiu resistir por 8 anos em uma sala de 8 metros quadrados, podendo sair por apenas meia hora, duas vezes por dia. Quando a conheci, tentei animá-la porque é impossível viver nessas condições.”

Agora que Asia Bibi está livre, Saif ul-Malook está pronto para ajudar outros cristãos necessitados. “Eu nunca fiz distinção por causa da fé, se uma pessoa precisa de mim, eu vou ajudá-la”, diz o homem que confia à ACN seu maior desejo no momento – “Eu gostaria de conhecer o Papa Francisco. Sou muçulmano, mas quero muito conhecer o Papa. Ele é o líder espiritual de três quartos da humanidade”.