//República Centro-Africana: “A paz ainda está muito longe”

República Centro-Africana: “A paz ainda está muito longe”

2018-05-14T10:32:30+00:00junho 11th, 2014|Notícias|

Prior do Mosteiro Carmelita em Bangui, República Centro-Africano (RCA), padre Federico Trinchero, clama por uma resolução rápida no conflito que o país enfrenta.

Em conversa com a ACN, padre Federico afirmou que “o povo está aguardando uma solução verdadeiramente política, porém, tal solução só irá produzir um resultado positivo se não envolver quaisquer compromissos com alguém que usa a violência ou propaga o espírito de vingança”. Como o carmelita explicou, as pessoas estão “cansadas e desanimadas” e não acreditam mais nas promessas. Tropas estrangeiras, disse ele, não foram capazes de agir de forma eficaz e, muitas vezes, vieram tarde demais.

O ataque à Igreja de Nossa Senhora de Fátima, na capital Bangui, em 28 de maio, quando pelo menos 18 pessoas foram mortas e mais de 40 pessoas sequestradas, mostrou que a paz está “ainda muito longe”. A igreja atacada fica apenas a alguns quilômetros do mosteiro carmelita, apesar disso, a situação em torno do mosteiro ficou relativamente calma no momento, mas o novo ataque resultou em mais refugiados. Ao todo, cerca de 7.000 pessoas foram para o entorno do mosteiro, transformando-o na maior concentração de refugiados na capital. “Esperamos que os refugiados em breve sejam capazes de voltar para casa, mas não vemos essa possibilidade ainda.” Desde dezembro, já nasceram mais de 30 bebês no refeitório do mosteiro. Às vezes, chegavam a 15 mil refugiados no terreno do mosteiro.

“Tenho medo de que o processo de reconciliação leve anos. O país passou por uma profunda ruptura, mas espero que seja possível mobilizar os jovens para que possam tomar o futuro do país em suas próprias mãos”, disse padre Federico. “A Igreja não está olhando passivamente. Ela continua com a sua missão, e isso pode incomodar muitos daqueles que não amam a paz.”

One Comment

  1. João Luiz 11 de junho de 2014 at 23:03 - Reply

    Infelizmente as maiores vitimas são as crianças que sofrem por questões políticas de um governo corrupto, que muitas vezes por caprichos próprios não chegarão a um acordo de paz.

Leave A Comment