//Rádio Dom Bosco: instrumento precioso e exemplo de jornalismo limpo

Rádio Dom Bosco: instrumento precioso e exemplo de jornalismo limpo

2013-05-31T15:27:43+00:00maio 31st, 2013|Notícias|

Uma rádio feita pelos malgaxes para os malgaxes; uma voz limpa num mundo jornalístico corrupto: a Rádio Dom Bosco, emissora criada pelos salesianos em 1996 em Antananarivo, capital de Madagascar. A qualidade e a transparência das informações tornaram-na um exemplo de serviço ao Povo.

Entre as primeiras emissoras privadas do País, a rádio Dom Bosco se utiliza de um meio de comunicação principalmente educativo e cultural, mas que acaba por se tornar num precioso instrumento a serviço da Igreja através do projeto “ReSat”. O programa prevê a criação de uma rádio católica em cada uma das 21 dioceses do País e a realização de uma rede ‘satelitar’ que permite às emissoras comunicar-se entre si e receber os programas produzidos pela Rádio Dom Bosco. No momento, as emissoras diocesanas são 16 e toda a redação é feita nos estúdios dos salesianos.

“Através dessa colaboração as estações locais recebem os nossos jornais radiofônicos e as nossas transmissões, enquanto nós possuímos correspondentes em todas as dioceses. Depois do golpe de estado de 2009, quando todas as demais comunicações foram interrompidas, nós éramos a única mídia a receber notícias de todas as partes do País” – explicou o Pe. Claudio Ciolli, superior da Visitadoria salesiana em Madagascar, aos responsáveis pelo Departamento italiano da Fundação “Ajuda à Igreja que Sofre” (AIS).

Em Madagascar a mídia católica é muito apreciada, também pelos não cristãos, por sua informação objetiva e imparcial. Hoje nos estúdios de Antananarivo trabalham perto de trinta pessoas. Os Programas, inteiramente produzidos em língua malgaxe, possuem alto valor educativo e enfrentam muitos temas ligados à saúde, aos direitos da criança e da adolescência, à doutrina social da Igreja, à pastoral do trabalho e à promoção da mulher. “Apesar das dificuldades – acrescenta o Pe. Ciolli – procuramos ajudar o povo a manter sempre um olhar positivo acerca da realidade num momento em que faltam sinais de esperança”.

Os radiojornais e muitas das transmissões são acompanhados por mais de três milhões de pessoas em toda a Ilha. “As nossas rádios católicas – declarou à AIS Dom Rosario Vella SDB, Bispo de Ambanja, no norte do País – entram em todas as casas e barracos, também nos vilarejos mais sumidos. São um instrumento importantíssimo tanto para o desenvolvimento da fé quanto para a promoção da educação. Ouvi-las representa um modo bom, justo, educativo de ocupar o tempo livre”.

Num país marcado por instabilidade política, estar entre as emissoras mais ouvidas tem seus lados negativos. Acontece com frequência que os jornalistas recebem pressões do mundo político. Por isso, o diretor, Pe. Luca Treglia, Delegado de Comunicação Social da Visitadoria, analisa com especial atenção cada notícia. “O jornalismo em Madagascar – explica o Pe. Ciolli – atravessa um momento mui difícil. Há muita corrupção e não existe uma informação imparcial. Eis porque é importante o nosso trabalho: um exemplo de informação desinteressada, entre os tantos interesses em jogo nesta sociedade”.

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