A notícia de que o governo do Quênia pretende encerrar os diversos campos de refugiados existentes no país está provocando uma “forte preocupação” na Igreja deste país.

O encerramento destes campos, nomeadamente o de Dadaab e o de Kakuma, provocariam a deslocação, na região, de mais de 600 mil pessoas. Esta medida, como a Ajuda à Igreja que Sofre (ACN) internacional já noticiou, foi justificada pelo fato de que a manutenção destes campos implica em grandes encargos financeiros, ambientais e de segurança para o governo.

É difícil imaginar as consequências reais do encerramento imediato dos campos de refugiados existentes no Quênia, pois só o de Dadaab acolhe actualmente mais de 300 mil pessoas.

No final da semana passada realizou-se uma reunião entre membros da Conferência Episcopal queniana, o departamento estatal que tutela estes assuntos e elementos do Serviço Jesuíta aos Refugiados e do Alto Comissariado da ONU.

Segundo um comunicado emitido no final desse encontro pela Conferência Episcopal, e citado pela agência Fides, “a responsabilidade” por esta situação “deve ser compartilhada entre o governo de Nairobi e a comunidade internacional”, pois esta “não reconheceu os problemas de segurança que o Quênia” enfrenta.