//Patriarca Twal em Gaza: “Infelizmente, os cristãos não somos ouvidos”

Patriarca Twal em Gaza: “Infelizmente, os cristãos não somos ouvidos”

2012-12-21T17:58:23+00:00dezembro 21st, 2012|Notícias|

“Desejo expressar meu mais cordial agradecimento, junto à minha bênção, a todas as pessoas da Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) que rezaram conosco durante a recente guerra em Gaza”.

Com estas palavras, o Patriarca Latino de Jerusalém, Fouad Twal, expressou neste domingo, 16 de dezembro, sua gratidão às pessoas da Fundação Católica Internacional “Ajuda à Igreja Que Sofre”, que contribuíram com donativos e orações aos cristãos da região.

Durante o conflito de Gaza, em novembro, a Fundação Católica fez uma chamada à oração por esta região, densamente povoada.

“A Ajuda à Igreja que Sofre nos ajuda muito. Os benfeitores são sempre cordialmente bem-vindos entre nós, cristãos da Terra Santa. A todos eles, um Feliz e Santo Natal”, disse também Dom Twal.
Durante sua tradicional visita aos católicos de Gaza antes do Natal, a primeira depois da recente guerra, a Cabeça da Igreja latina na Terra Santa afirmou em declarações à AIS que a mensagem cristã de paz através da justiça seria a chave para solucionar os problemas no Oriente Médio.

“Infelizmente, não somos ouvidos. Somos muito poucos; e isto faz que tenhamos que sofrer muito”, afirmou o Patriarca.

“Embora durante a visita do Santo Padre Bento XVI ao Líbano — em meados de setembro — a atenção do mundo e da região tenha se dirigido por um breve intervalo de tempo a nós, aos cristãos árabes, e para a nossa mensagem, naturalmente não foi suficiente para iniciar uma mudança de mentalidade”, assinalou.

Diante da situação da população Palestina na Faixa de Gaza, o Patriarca Twal disse que é preciso melhorar as condições de vida dos habitantes e que a liberdade para viajar, a justiça e a educação são fatores decisivos. “Caso contrário – afirmou o prelado – aumentaria o extremismo”.

O sacerdote católico de origem argentina Jorge Hernández, membro do Instituto Verbo Encarnado (IVE) e pároco em Gaza, também agradeceu o apoio dado pela fundação “Ajuda à Igreja que Sofre”.

“Saber que rezam por nós e pensam em nós é de grande ajuda, pois assim sabemos que não estamos esquecidos. Nesta ocasião foi particularmente importante porque esta guerra foi pior que a de 2008/09, porque os israelenses usaram armas mais modernas. A menos de 50 metros de nossa paróquia caiu uma bomba; felizmente, nenhum de nós saiu ferido”, afirmou.

O padre Jorge dirige a paróquia da Sagrada Família desde 2009, com a ajuda de um sacerdote e de religiosas de sua ordem. A paróquia atende 185 católicos. A grande maioria dos 1.500 cristãos que vivem em Gaza pertencem à Igreja Ortodoxa Grega. Já os muçulmanos da região são aproximadamente 1,7 milhões.

A “Ajuda à Igreja que Sofre” é uma associação internacional que apoia os cristãos da Terra Santa e do Oriente Médio com numerosos projetos. Recentemente a Fundação ajudou o Pe. Jorge a adquirir um micro-ônibus para a sua paróquia.

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