//Para fora do deserto…

Para fora do deserto…

2010-03-08T19:12:59+00:00 Março 3rd, 2010|Notícias|

Um centro único para pessoas com deficiências no Egito será submetido a uma importante expansão das suas atividades, graças à ajuda da Obra de Caridade Internacional Ajuda à Igreja que Sofre.

Em agradecimento à AIS pelo auxilio no projeto, o senhor Magdi Asham Henein da Comunidade Al-Fulk, em Minia, explicou como se dará a mudança do centro, que fica no deserto, para uma cidade vizinha. Ele disse: “Como poderemos integrar estas pessoas na sociedade se estamos vivendo num deserto? Agora com a ajuda da AIS, conseguimos comprar um terreno na cidade para a construção de um novo centro”.

 

A Ajuda à Igreja que Sofre já enviou uma ajuda para a compra do terreno e se comprometeu a ajudar nas obras do novo centro. De acordo com Heinen, a comunidade Al-Fulk começou seus trabalhos devido a grande necessidade de apoio às pessoas com deficiência mental no Egito: “Dez anos atrás estas pessoas eram rejeitadas pela sociedade e ninguém queria saber a natureza do problema, pois esta situação era vista como um castigo de Deus”, disse o senhor Heinen, denunciando ainda que grande parte destes deficientes foram jogados na rua pelas famílias que os rejeitaram.

Ele acrescentou: “As pessoas com deficiência mental estavam sofrendo muito na sociedade, muitos estavam vivendo nas ruas, e alguns transeuntes se ‘divertiam’ humilhando-os. Eles eram completamente marginalizados”. Foi então que um dos membros da Fé e Luz, uma associação internacional de apoio a pessoas com dificuldades de aprendizagem, foi viver na L’Arche (Associação com mais de 40 anos cuidando de pessoas com deficiência mental) em Guise, na França para que em seu retorno pudesse estruturar a comunidade Al-Fulk no Egito, no ano de 2002.

A comunidade em Minia tem uma oficina onde as pessoas com deficiência mental fazem velas, e recebem um salário no final da semana pelo trabalho. A Al-Fulk é afiliada da L’Arche Internacional, mas sob os cuidados da Igreja Católica Copta da Diocese de Minia.

Como a L’Arche, a Al-Fulk significa “A Arca”. O fundador da L’Arche, Jean Vanier, descreveu a comunidade como um lugar de ressurreição, que se confirma nas palavras do Sr. Henein: “As mudanças nas vidas destas pessoas são um sinal de ressurreição, eles eram completamente marginalizados, mas agora eles mudaram, uma ressurreição aconteceu para eles e para suas famílias. Mas a sociedade mudou também suas atitudes e isto foi importante para esta ‘ressurreição’, tanto para a pessoa como para toda a sociedade”.

“Existem atualmente sete pessoas na casa e mais oito que vêm para fazer velas na oficina. Nós esperamos expandir a 10 em casa e 20 na oficina.”

A comunidade também é um verdadeiro sinal de unidade, pois há católicos e ortodoxos vivendo na mesma casa, e eles estão esperando que no futuro poderá haver muçulmanos envolvidos também. “Os muçulmanos são maioria, mas nosso trabalho não é muito conhecido entre eles, e talvez isso possa gerar alguma desconfiança. Mas no futuro a Al-Fulk poderá ser uma ponte, trazendo a unidade entre muçulmanos e cristãos, como outras atividades sociais da Igreja conseguem fazer”, finalizou Henein.

2 Comments

  1. Davisson Rodrigues dos Santos 7 de Março de 2010 at 16:18 - Reply

    Muito bonito! !

  2. elizabeth tomie nascimento 29 de Março de 2010 at 16:43 - Reply

    SE não acreditarmos na RESSURREIÇÃO então somos pobres mortais vagando pela vida sem AMOR,ESPERANÇA…NAS TREVAS,MORTOS NO PECADO ..ENFIM NADA…RESSURREIÇÃO ESPERANÇA DE UMA ETERNA VIDA,mergulhados no IMENSO AMOR DE DEUS E AO SEU PRÓXIMO.PAZ E BEM.

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