Um novo alerta é feito à Ajuda à Igreja que Sofre: “Quem será o próximo a ser atingido?”. Pergunta o Patriarca Caldeu Louis Raphael Sako. Dom Louis afirma em carta que a violência do Estado Islâmico se espalha. “O silêncio e a passividade são incentivos para os fundamentalistas cometerem mais tragédias”. O “apoio internacional eficaz” é urgente.

O chefe da Igreja Católica Caldeia critica a falta de uma solução concreta imediata para a crise que estão enfrentando desde 06 de junho, “enquanto o fluxo de fundos, armas e combatentes continua chegando para o Estado Islâmico”. As medidas tomadas até agora não têm produzido “nenhuma mudança real” e “o destino das pessoas atingidas ainda está em jogo, como se elas não fossem parte da raça humana”.

Ele enfatiza que a comunidade internacional, principalmente nos Estados Unidos e União Europeia, “devido a sua responsabilidade moral e histórica em relação ao Iraque, não podem ser indiferentes”. Em sua opinião, “a consciência mundial não está totalmente acordada para a gravidade da situação”.

O patriarca salientou que agora, com a emigração de famílias de refugiados cristãos, a “segunda fase da calamidade” já começou. Em suas palavras: “O Iraque está perdendo um componente insubstituível da sua sociedade. (…) Nós respeitamos a decisão de quem deseja migrar, mas para aqueles que desejam permanecer, destacamos nossa longa história e herança profundamente enraizada nesta terra. Deus tem o seu próprio plano para a nossa presença nesta terra e nos convida a levar a mensagem de amor, fraternidade, dignidade e coexistência harmoniosa”. No entanto, segundo ele, a segurança total das pessoas nesta região só pode ser garantida com a cooperação da comunidade internacional, junto ao Governo Central do Iraque e ao Governo Regional do Curdistão.