“Na base da nossa obra apostólica, nos vários campos em que trabalhamos, deve haver sempre uma íntima união pessoal com Cristo, que deve ser cultivada e acrescida dia após dia. Somente se formos apaixonados pelo Senhor, seremos capazes de conduzir os homens a Deus, de abri-los ao seu Amor misericordioso e, deste modo, de abrir o mundo à misericórdia de Deus.”

Será que uma frase dessas vale também para soldados? Certamente! Também a eles se referiu Bento XVI quando falou desse modo sobre a misericórdia, na audiência geral de 18 de agosto do ano passado. Aqui ele está em plena sintonia com o seu grande predecessor, que será canonizado agora em Roma, no dia 1º de maio, domingo da Misericórdia.

Era um profundo anseio de João Paulo II abrir todas as pessoas à misericórdia de Deus, inclusive os militares. A partir de outro profundo anseio seu, que é o seminário greco-católico de L’viv, Ucrânia, surgiu agora exatamente isso. Um jovem sacerdote desse seminário, Padre Stepan Sus, com seis capelães e um diácono, igualmente do seminário, se dedicam aos aspirantes oficiais e outros graus na Academia Militar de L’viv e em mais outros vinte alojamentos militares.

“O exemplo conta”, diz o Padre Stepan. O fato de ele e sua equipe também saberem marcar gols no futebol certamente ajudou. De qualquer forma, o balanço do ano 2010 não é mau: meia centena de oficiais fizeram a Primeira Comunhão; quase quatrocentos participaram de romarias; um estudante da Academia Militar entrou para o seminário (nos anos anteriores, três oficiais graduados já tinham feito isso); 45 aspirantes oficiais visitam uma vez por semana um orfanato; 350 participaram de círculos bíblicos; foram visitadas 15 igrejas em L’viv e foram proferidas palestras sobre o Padre Werenfried e sobre a atuação da Ajuda à Igreja que Sofre. Por outro lado, esse último programa é muito acalentado pelo Pe. Stepan, porque ele sabe que, sem vocês, não seria possível existir o grande seminário de L’viv, com seus mais de 200 estudantes.

O Seminário do Espírito Santo é o maior seminário da Ucrânia e é um foco de renovação espiritual – como se vê pela Pastoral Militar. Era exatamente isso que João Paulo II desejava, e o Padre Werenfried, tendo reconhecido esse pedido, atendeu depois concretamente o desejo do Papa, graças a vocês. Ainda hoje o seminário depende de ajuda. No ano letivo corrente nós fornecemos uma ajuda para formação. Somam-se a isso projetos menores para o Centro de Pastoral Militar.

“Também soldados têm alma”, diz o Padre Stepan sorrindo. Dois de cada três aspirantes oficiais da Ucrânia são formados na Academia de L’viv. Cresce a influência espiritual do seminário na Academia, os corações ficam mais abertos para o ilimitado amor de Deus. São os pequenos milagres dos quais ninguém fala – e vocês podem dizer: nós somos parte disso.