//Jovem, pobre, crescendo rápido

Jovem, pobre, crescendo rápido

2014-05-29T14:44:33+00:00 junho 2nd, 2014|Notícias|

A Diocese de Reykjavík conta 11.250 católicos, um bispo, 16 sacerdotes e 30 religiosas. Foi grande a alegria pela canonização do Papa João Paulo II. Pois ele foi o primeiro Papa da história a empreender, em 1989, uma visita pastoral à Islândia. A Ajuda à Igreja que Sofre dá apoio à diocese, como na reforma de casas para as religiosas, como na aquisição de carros para a locomoção dos padres, como no financiamento da Bíblia da Criança e do Pequeno Catecismo “Eu creio”, em islandês. O atual bispo da diocese é o suíço Dom Peter Bürcher.

Excelência, a Igreja na Islândia cresce rapidamente. O que a faz tão atraente para o povo do Extremo Norte?

Com certeza não é o fato de que a sede episcopal na Catedral de Cristo Rei em Reykjavík é a mais setentrional do mundo para a Igreja Católica! Talvez seja a vitalidade juvenil da nossa Igreja. No ano de 2013 ocorreram 156 batizados e apenas 24 funerais. 80% dos católicos são imigrantes, principalmente da Polônia, da Lituânia e das Filipinas. Eles representam hoje 3,4% da população total. A média de idade dos nossos 16 sacerdotes também é bastante jovem, com seus 48 anos! No entanto, salas para os jovens e centros juvenis ainda não existem, infelizmente. A comunidade católica na Islândia é jovem, mas também é pobre.

Qual a necessidade material e espiritual mais urgente da Igreja na Islândia?

Na Islândia precisamos urgentemente de pelo menos duas novas igrejas com centro paroquial. E outras duas igrejas precisam ser ampliadas. Mas como isso é possível para comunidades pobres? Dominus providebit! (o Senhor providenciará!). Reykjavík é uma vasta diocese de diáspora. Devido ao péssimo estado das estradas eu preciso fazer a maior parte das visitas de avião. Ao menos dessa forma eu posso celebrar a cada ano a crisma em todas as paróquias. A grande diversidade de origens dos católicos na Islândia requer respeito à diversidade cultural, mas também reforça a unidade na fé e no testemunho cristão. Todos os sacerdotes da diocese, exceto um, vêm do exterior. Aqui a universalidade da Igreja é percebida diariamente.

Do que vive sua diocese?

Nesse momento, o futuro político-econômico da Islândia é questionável. Os imigrantes foram os mais duramente atingidos pelo desemprego. Os poucos católicos islandeses participam com contribuições relativamente altas para a manutenção financeira da diocese nas coletas. O Estado contribui apenas com uma pequena e simbólica ajuda à Igreja Católica na Islândia. Mas o outro lado da moeda é que nós católicos dispomos de muita liberdade de ação. No entanto, a longo prazo o trabalho pastoral aqui não consegue se manter sem uma ajuda de recursos financeiros e de pessoas do exterior. Por isso nós somos muito gratos a todos os amigos e benfeitores, e especialmente à Ajuda à Igreja que Sofre. Sem essa ajuda não poderíamos sobreviver como Igreja.

O que o senhor considera a maior ameaça aos cristãos na Islândia?

A secularização. Ela vai procedendo, e a cultura geral considera pouco os valores cristãos. Há até mesmo retrocessos. Nas escolas públicas dificilmente são oferecidos estudos bíblicos ou a doutrina cristã, contrariamente ao que havia antes. Os valores morais, sobretudo relativos ao matrimônio e à família, são até atacados de muitos lados. Por isso, a educação cristã e a vida espiritual dos leigos, sobretudo das famílias, estão entre as prioridades da nossa pastoral. O próximo Sínodo em Roma deveria ajudar nesse sentido. A atual crise econômica está afetando nossos fiéis e toda a população muito duramente. Mas ao mesmo tempo ela também é um estímulo a viver os valores cristãos do amor ao próximo. Por isso, a esperança está acesa e viva. Nós confiamos em Deus e em Nossa Senhora. Neste ano de 2014 os nossos países nórdicos serão consagrados à Mãe de Deus, como há 25 anos.

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