A Irmã Marie Simon-Pierre foi curada de sua doença, o Mal de Parkinson, já em estado adiantado. Esse milagre foi reconhecido e foi atribuído à intercessão de João Paulo II. Paralíticos caminham, doentes são curados. Tudo isso é obra de santos, de pessoas que vivem com Deus. João Paulo II vivia com Deus, atuava com Deus, abraçava a terra com Cristo.

Durante 27 anos ele foi o representante de Cristo na terra. Escreveu 14 encíclicas e cerca de cem cartas apostólicas, exortações e constituições. Em mais de cem viagens visitou um número superior a 130 países; 400 milhões de pessoas puderam vê-lo; realizou quinhentas canonizações e quase três vezes mais beatificações; reuniu e entusiasmou milhões de jovens; em Manila (Filipinas) celebrou a Santa Missa diante de quatro milhões de pessoas.

Neste domingo (1º de maio de 2011), seis anos após a sua morte, será beatificado, e mais uma vez se reunirão milhões. Um missionário sem limite de fronteiras, sem limite de tempo. Ele escreveu livros, reformou a Igreja, nomeou mais de 200 cardeais, sobreviveu a um atentado – também isso é um milagre, pelo qual ele agradeceu a Nossa Senhora, em Fátima. Com ele veio a queda do comunismo e foi superada a divisão da Europa. Ele reconciliou a Igreja com o judaísmo e a fé com a ciência. Incentivou a reconciliação com a Igreja Ortodoxa, avivou o diálogo inter-religioso, fez surgirem iniciativas de paz, chamou à consciência o valor da família e fez com que fossem ouvidos os direitos humanos em muitas partes do mundo.

João Paulo II escreveu e modelou a história. Ele mesmo, em vida, tornou-se um gigante não só do século XX, mas da própria história. Um homem dos superlativos, que, no entanto, sempre reconduzia tudo àquele a quem ele representava. Um ídolo da mídia nos primeiros anos, um mártir nos anos seguintes, quando ficou claro que ele se empenhava pela verdade sem fazer concessões e com amor.

Sem concessões, cheios de amor, com dimensão histórica – assim eram também os projetos que ele acalentava no coração e que nós, da Ajuda à Igreja que Sofre, também acalentamos no coração. Por exemplo, o Seminário do Espírito Santo, em L’viv (Ucrânia). Ali são formados 250 seminaristas, provenientes não só de toda a Ucrânia, mas também dos países vizinhos. A seleção é feita rigorosamente e já agora os primeiros frutos são visíveis. Ou ainda: o amor desse Papa para com a Mãe de Deus, que encontrou sua expressão em muitas peregrinações, bem como no Ano Mariano, amor que, não por último, assumiu sua expressão perene nos “Mistérios da Luz” do Rosário. Também nisso vocês ajudaram. Nós enviamos para Cuba mais de um milhão de terços, graças à generosidade de vocês. E serão ainda mais, pois a Ajuda à Igreja que Sofre é uma Obra pontifícia: ela segue os passos de Cristo e de seus santos.

Olha por nós, João de Deus!