//“Estamos separados do restante do país”

“Estamos separados do restante do país”

2015-08-26T13:30:42+00:00abril 22nd, 2014|Notícias|

“Só podemos nos comunicar por telefone ou por email”, afirma Dom Jacek Pyl, Bispo auxiliar de Odessa-Simferopol, Diocese localizada na Crimeia, região que há pouco mais de um mês se separou da Ucrânia para torna-se parte da Rússia. Segundo ele, “até mesmo os pacotes com ajuda estão retidos na fronteira” e, apesar disso e de dispor de poucas reservas, a Igreja Católica – que só conta com dois mil fieis – está apoiando muitas famílias que estão em dificuldade.

Isso acontece, pois, após o referendo que anexou a Crimeia à Rússia, os bancos ucranianos foram fechados para dar espaço aos da federação, porém, nesse período de transição – já que a moeda russa começa a circular agora – os habitantes não tinham acesso às suas contas bancárias nem podiam receber seus salários ou pensões. “Tentamos responder à situação de emergência distribuindo alimentos e medicamentos para as famílias. Também ajudamos os fiéis greco-católicos que participam de nossas liturgias, pois todos os seus sacerdotes abandonaram a Crimeia”, afirma Dom Jacek Pyl.

O clero católico romano permanece na região, porém, não está certo se ele poderá permanecer na península. Ao que parece, o governo de Moscou fará um visto para os ucranianos originais da Crimeia, porém, muitos dos sacerdotes da diocese têm nacionalidade polonesa com permissão de longa duração expedida pelo governo ucraniano. A separação da Crimeia anulou também negociações que duravam anos para a devolução de propriedades eclesiais anexadas ao estado durante o período soviético. “A igreja de Sebastopol, que foi transformada em um teatro, parecia estar a ponto de ser devolvida à Igreja, porém, os esforços já não contam mais”. Também as permissões para construção e reformas precisarão de nova avaliação, mas Dom Pyl não perde o ânimo: “Recomeçamos muitas vezes e estamos dispostos a fazer de novo”.

Há algumas semanas, o Bispo pediu aos habitantes da Crimeia, em carta, “que não permitam que se quebre a fraternidade das pessoas na península”. Uma convocação idêntica foi feita pela Igreja Ortodoxa Russa de Lazarus, de Simferopol e da Crimeia: “Cristãos de todos os ritos, rezam unidos espiritualmente para que não aconteçam lutas e assassinatos fratricidas.O feito de não ter ocorrido derramamento de sangue durante a integração da Crimeia à Rússia é um sinal da força da nossa oração”.

As relações com a comunidade islâmica são atualmente estáveis, embora a mídia anuncie a chegada à Crimeia de organizações militantes procedentes da Chechênia e da antiga Iugoslávia. “A situação é, entretanto, tranquila, mas as notícias que nos chegam pelos meios de comunicação são realmente alarmantes”.

Frente ao futuro incerto da região, Dom Pyl sublinha a grande necessidade de oração e relata como a Crimeia só sobrevive graças às virtudes cristãs: fé, esperança e caridade. “A fé nos permite ver o sucedido por meio de um prisma da Providência de Deus; com esperança olhamos para o futuro, pois sabemos que Deus está próximo de nós neste momento difícil; e a caridade de Deus ao próximo nos ajuda que não surja o ódio em nossos corações”.

One Comment

  1. OLÍMPIA DONIZETH OTÁVIO DE PAULO 24 de abril de 2014 at 19:18 - Reply

    Deus nuncas ira abandonar teus filhos e nossa senhora sempre estará nos acomapanahndo também….trab. na secretaria capela aki em Toledo Pr. Jd. Pancera onde moro….Fui ao Santissimo rezar como de costume de todos os dias vi o Jornalzinha e me chamou atenção. foi onde eu senti k tinha k deixar uma menssagem..Deus abençõe tds.

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