//Em 10 anos o número de cristãos diminuiu 80% no Iraque

Em 10 anos o número de cristãos diminuiu 80% no Iraque

2014-08-26T13:21:09+00:00agosto 26th, 2014|Notícias|

As Nações Unidas asseguram que o número de cristãos no Iraque diminuiu cerca de 80% nos últimos 10 anos e, por isso, o grupo para a eliminação da discriminação racial, que funciona sob os cuidados da ONU, pretende investigar a violência que se tem abatido sobre as minorias étnicas e religiosas e quem apoia financeiramente o grupo Estado Islâmico.

Para tanto, pretende-se que o Conselho dos Direitos Humanos promova uma reunião urgente para se estabelecer uma Comissão de Inquérito sobre o Iraque. A ideia é investigar a causa da rápida onda de violência no país, quem está financiando e proporcionando armas para o grupo jihadista Estado Islâmico, EI.

O vice-ministro iraquiano dos Direitos Humanos esteve em Genebra, neste encontro, que decorreu no final da semana passada, e enumerou alguns dos crimes que estão sendo cometidos pelos jihadistas no seu país. Abdulkareem Al-Janabi citou assassinatos, violações e a destruição de propriedades, “cometidos por grupos terroristas em nome do Islã”.

Especialistas do Comitê das Nações Unidas destacaram que as violações cometidas no Iraque podem ser consideradas crimes de guerra e crimes contra a humanidade. As Nações Unidas lamentaram que o número de cristãos no país tenha passado de 1,4 milhão, em 2003, para menos de 300 mil atualmente.

A delegação do governo do Iraque confirmou estes números e explicou que os cristãos abandonaram o país por causa da violência que foi sendo exercida sobre a sua comunidade e pelo inevitável sentimento de insegurança que passou a existir.

Só nas últimas semanas, segundo a ONU, 670 mil cristãos deixaram as suas casas e foram para Sinjar, Erbil e para a região autônoma do Curdistão. O vice-ministro Al-Janabi afirmou que os atuais “ataques terroristas no Iraque ameaçam o país e a humanidade em geral, amedrontando as minorias”.

Marc Bossuyt, representante das Nações Unidas para o Iraque, afirmou que já se contabilizaram mais de 5,5 mil mortos nos últimos seis meses e cerca de 1,5 milhão de deslocados internos por causa da violência perpetrada pelos jihadistas do Estado Islâmico.

Segundo Bossuyt, há notícias de crimes de ódio contra aqueles que não reconhecem este grupo, tendo referido relatos de pessoas queimadas vivas. Segundo ele, estas atrocidades “não podem ser explicadas simplesmente pela cultura, etnia ou religião” das vítimas.



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