//E Depois?

E Depois?

2015-08-26T13:23:48+00:00abril 29th, 2015|Notícias|

“A casa de Deus é a casa daqueles que não têm casa”

No dia 1º de maio, Dia do Trabalhador, a Catedral Metropolitana do Rio de Janeiro sediará a Assembleia Arquidiocesana de Animação Bíblica da Pastoral que terá palestras e painéis sobre assuntos que permeiam o mundo do trabalho. No dia seguinte, dia 2, terá início o projeto “E depois?“, uma ação de cidadania que atenderá pessoas em situação de rua, oferecendo serviços como higienização, atendimento médico, jurídico, psicológico e espiritual. As atividades terão início às 8h30 e acontecerão até 12h30, na matriz. Os programas “Doutrina Social da Igreja”, “Ao Encontro de Jesus” e “Fé e Vida”, da Rádio Catedral FM, terão programação especial de cobertura do evento.

“A casa de Deus é a casa daqueles que não têm casa”, afirmou o coordenador arquidiocesano de pastoral e cura da Catedral Metropolitana, monsenhor Joel Portella Amado, ao explicar o projeto. A escolha do nome “E depois?” se deve ao fato de o dia da iniciativa ser o que sucede o Dia do Trabalhador e oferecer uma perspectiva de reinserção na sociedade e no mercado de trabalho para aqueles que hoje se encontram em situação de rua. O segundo motivo é porque a Arquidiocese do Rio pretende dar início a um trabalho de articulação de forças entre a Igreja e outras instituições para trabalhar em prol de proporcionar oportunidades a essas pessoas.

“Eles também são trabalhadores que por vários motivos estão afastados do mercado de trabalho e em situação de rua. Tendo celebrado no dia 1º de maio o Dia dos Trabalhadores, nada mais justo e cristão do que manifestar, nesse Ano Arquidiocesano da Esperança, a esperança de que esses irmãos possam voltar ao trabalho, voltar a ter um espaço na sociedade e a acreditar em um futuro melhor”, afirmou o coordenador arquidiocesano da Pastoral da População de Rua, monsenhor Gustavo Auler.

Além do alimento corporal

A Catedral oferece semanalmente café da manhã para pessoas de rua do entorno, englobando a Leopoldina, a Praça Mauá, a Glória e o Catete. São cerca de 300 pessoas atendidas a cada semana. Já nos almoços e jantares de Natal e Páscoa, esse número aumenta para cerca de mil pessoas por refeição. O encontro do dia 2 de maio visa ampliar esse atendimento e oferecer, além do alimento, atendimento multilateral a essas pessoas para que possam vislumbrar um futuro diferente.

“O objetivo é oferecer um dia em que eles possam se sentir bem acolhidos, oferecer a motivação cristã para que eles possam buscar em Cristo caminhos para uma vida nova, com a esperança de que é possível retomarem um caminho a partir da retirada de documentos e ter também a oportunidade de encaminhamento para entidades que oferecem emprego. A intenção é fazê-los se sentirem acolhidos e através do trabalho de evangelização, mostrar que podem buscar uma vida nova, acreditando que é possível voltarem a participar da sociedade e viverem com mais dignidade”, incentivou monsenhor Gustavo.

Algumas instituições, como as secretarias de Educação e de Saúde, disponibilizaram espaços e profissionais, que darão assistência aos que participarem do projeto. Entre os atendimentos prestados, estão higienização, orientações de higiene e aferição de pressão, além de curativos. A evangelização ficará por conta da Toca de Assis e da Aliança de Misericórdia, que têm como carisma o trabalho junto a pessoas em situação de rua.

As pessoas que desejarem ajudar com doações podem levar diretamente na Catedral ou entregar na paróquia para que sejam encaminhadas.

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