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Cuba: Sinais de Misericórdia

2015-09-22T20:12:58+00:00setembro 22nd, 2015|Notícias|

“Todos os cubanos acreditam em Deus. Se alguém lhe disser o contrário, está mentindo. No final, tudo que temos é a nossa fé. O que seriamos sem ela”?

A Igreja Católica recebeu com grande expectativa a visita do Papa Francisco que se iniciou no sábado. “É uma graça de Deus que num espaço curto de tempo ele seja o terceiro Papa a visitar Cuba. O Papa Francisco veio como o grande pastor da Igreja para nos fortalecer na fé. Este é o seu objetivo mais importante. Nós esperamos que a vitalidade que foi desencadeada pela visita do Papa João Paulo II em 1998 será acesa de novo”. Este foi o sentimento expressado por Dom Pepe Felix, secretário assistente da Conferência dos Bispos de Cuba, para a Ajuda à Igreja que Sofre (AIS). O Papa Francisco fez uma viagem de quatro dias a Cuba, visitando as cidades de Havana, Holguin e Santiago, antes de viajar para os Estados Unidos.

“O Papa veio para nós como um missionário da misericórdia. Assim, ele trouxe algo muito precioso. Cuba precisa de misericórdia”, afirmou Dom Felix. Ele continuou dando ênfase em que o Papa recebeu uma acolhida particularmente calorosa por várias razões. “O povo de Cuba é muito grato ao Papa Francisco pelo papel que ele desempenhou na aproximação diplomática entre Cuba e os Estados Unidos. Isso também é verdade para aqueles que não são católicos”. Além disso, o bispo assinalou que este Papa é um latino americano, que fala a mesma língua e compreende nossa cultura.

O presidente da conferência dos religiosos cubanos, Pe. Juan Miguel Arregui Echeverria, apontou as possibilidades para esta visita papal. “Durante 50 anos Cuba foi um terreno vazio espiritualmente. As pessoas sabem muito pouco sobre a religião. Eu espero que oPapa ajude com a sua espiritualidade a consciência religiosa do povo.” O Pe. Juan, que é um jesuíta espanhol, expressou sua esperança de que a visita ajude a ampliar o espaço de atuação da Igreja na ilha. “Esperamos que esta visita seja um passo importante na normalização da situação da Igreja em Cuba. Até pouco tempo atrás, a Igreja só podia operar dentro de suas paredes. Ela também estava restrita aos assuntos puramente espirituais, nada fora da celebração da Missa e a distribuição dos sacramentos. Nos últimos anos, nós pudemos fazer mais coisas, como obras de caridade e educação. Nós achamos que, com a visita papal, este trabalho caritativo e educacional da Igreja dentro da sociedade vai se tornar cada vez mais normal”.

É imenso o entusiasmo entre os 60% dos cubanos que se dizem católicos: “O Papa Francisco é muito importante para nós. Nós o amamos, pois ele está ajudando Cuba e a nossa Igreja”, declarou a Sra. Amalia Miguel, moradora de Guiteras, um subúrbio de Havana. “Todos os cubanos acreditam em Deus. Se alguém lhe disser o contrário, está mentindo. No final, tudo que temos é a nossa fé. O que seríamos sem ela?”

A Ajuda à Igreja que Sofre tem apoiado a Igreja em Cuba há muito tempo. Só neste ano e no ano passado, a AIS enviou mais de 7 milhões de reais para projetos pastorais, inclusive para construção e renovação de igrejas e a sustentação de sacerdotes, religiosos e religiosas.

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