//Cristãos deveriam se ajoelhar diante dos pobres

Cristãos deveriam se ajoelhar diante dos pobres

2015-08-26T13:23:58+00:00abril 29th, 2015|Notícias|

A Igreja de Roma sempre mais “mãe atenta e cuidadosa para com os mais fracos”. É o desejo expresso pelo Papa Francisco na vídeo mensagem enviada à Caritas romana, por ocasião do espetáculo “Se não fosse por ti”, a ser apresentado na noite desta terça-feira no Teatro Brancaccio.

Os atores são pessoas assistidas pelas estruturas da Caritas e os valores levantados com espetáculos serão destinados aos projetos de solidariedade da organização.

As situações de pobreza presentes no palco não são ficção. De fato, os atores, são pessoas sem-teto, como o imigrante que conta a sua história e com ele a mulher que come no refeitório público, onde lhe oferecem um prato, caso contrário estaria em jejum. O texto é recitado, mas escrito baseado em dramas reais destes atores somente por um dia, que querem contar às pessoas comum que também entre os muros da miséria mais obscura pode sempre aparecer uma porta para o resgate.

“Quem nunca pensou que se pode aprender de um sem-teto? Quem pensa que pode ser um santo? Nesta noite, pelo contrário, serão vocês a fazer do palco um lugar onde se transmite preciosos ensinamentos sobre o amor, sobre a necessidade do outro, sobre a solidariedade, sobre como, nas dificuldades, se encontra o amor do Pai”.

O Papa Francisco não está, mas se entende que gostaria de estar ali, sentado em meio ao público do Teatro Brancaccio, para viver uma experiência que tem poucas comparações. Sonhos e sentimentos que se tornam teatro sem perder o senso do realismo, basta olhar os sinais no olhar de quem recita, pessoa que sempre ocupam os primeiros lugares na plateia do coração do Papa:

“Vocês, para nós, não são um peso. São a riqueza sem a qual as nossas tentativas de descobrir a face do Senhor são vãs. Poucos dias após a minha eleição, recebi de vocês uma carta de felicitações e de oferta de oração. Recordo de ter imediatamente respondido a vocês, dizendo que levo vocês no coração e que estou a vossa disposição. Confirmo estas palavras. Naquela ocasião havia pedido a vocês para rezarem por mim. Renovo este pedido. Tenho realmente necessidade disto”.

A vídeo mensagem do Papa Francisco é um elenco de romanos com a alma de Bom Samaritano – do mártir Lorenzo aos Padre Luigi Di Liegro, fundador da Caritas romana – e portanto um longo agradecimento aos agentes e aos voluntários da Caritas, de Roma e da Itália, que com o seu fazer-se próximos, descobrem “um mundo que pede atenção e solidariedade: homens e mulheres que buscam afeto, relação, dignidade, e junto aos quais – destaca o Papa – todos possamos experimentar a caridade aprendendo a acolher, escutar e doar-se”.

“Como eu gostaria que Roma pudesse brilhar de “pietas” pelos sofredores, de acolhida para quem foge da guerra e da morte, de disponibilidade, de sorriso e de magnanimidade por quem perdeu a esperança. Como gostaria que a Igreja de Roma se manifestasse sempre mais como mãe atenta e cuidadosa para com os mais fracos. Todos temos fraquezas, todos nós as temos, cada um as suas. Como gostaria que as comunidades paroquiais em oração, no ingresso de um pobre na igreja, se ajoelhassem em veneração do mesmo modo como quando entra o Senhor!”

One Comment

  1. Gelson José Bolzan 6 de junho de 2015 at 06:29 - Reply

    No período de maio a agosto de 2013, conheci uma moça, foi nesse período que a namorei, tinha desejo de casar com ela. Percebi, entretanto, que não estava sendo correspondido no amor que tinha por ela. Se tratava de uma moça imatura, apesar dos 49 anos de idade. Claro que também eu fui imaturo nesse relacionamento, pois queria namorar só para me auto-afirmar perante os outros, queria ficar “bonito no pedaço”. O fato é que com esse relacionamento, fiquei muito endividado. O rombo foi de R$ 18 000,00. Dessa situação, a Divina Providência está tomando conta. Aliás, estou feliz por ter me acontecido tudo isso, pois agora pertenço ao rol dos pobres e excluídos, nessa sociedade que faz acepção de pessoas, as considera pelo que elas têm e não pelo que elas são. Agora, mais do que nunca, compreendo porque o papa Francisco quer uma Igreja pobre. Deus permitiu que isso acontecesse comigo para fazer a cirurgia em meu peito (Ele é um ótimo cardiologista), que consiste em arrancar dele o coração de pedra para colocar no lugar um coração de carne que bate em sintonia com a Vontade d’Ele (Ezequiel 36, 22-28). Antes de me acontecer esse disfalque, eu não passava de um burguês, um comodista, que olhava as pessoas ao meu derredor com a ótica capitalista-materialista. Hoje estou aprendendo a olhá-las como Jesus – o Pobre por excelência – olha. Com tudo isso estou experimentando o Amor singular que Deus tem por mim, o melhor, mais do que isso: Deus é Amor para mim, pois é mais importante SER do que ter e não o contrário. Amém!

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