//Campanha Quaresma 2017 – África

Campanha Quaresma 2017 – África

2018-02-14T17:18:59+00:00março 3rd, 2017|Notícias|

A ACN – Fundação Pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre – está voltando os olhos na sua campanha de Quaresma para a África. Toda a Igreja Católica aposta nesse continente que abarca mais de 1 bilhão de habitantes – 215 milhões de católicos.

Fiel ao seu carisma de solidariedade à Igreja perseguida, a ACN quer tornar conhecido o sofrimento dos cristãos em vários países africanos atacados diretamente pelo terrorismo islâmico como na Nigéria, Camarões, República Centro Africana, Chade, entre outros. Ao mesmo tempo, a ACN pretende chamar a atenção para a velada, porém contínua, infiltração do fundamentalismo islâmico em países que, até hoje, os cristãos e muçulmanos têm vivido em profunda paz e harmonia. A Fundação, que em 2015 e 2016 teve seu foco voltado para os cristãos perseguidos no Oriente Médio, é sensível em especial às preocupantes notícias que chegam de missionários e religiosos nativos de diferentes países africanos.

Tanzânia, Quênia, Benim, Senegal ou Uganda são alguns dos 45 países africanos nos quais a ACN apoia anualmente com mais de 1.800 projetos. Muitos dos que são beneficiados por esses projeto confirmam o plano de regimes extremistas islâmicos, como o da Arábia Saudita, Sudão, Iêmen e Irã, de financiar bolsas a ambiciosos jovens africanos. A missão desses jovens é voltar aos seus países de origem e romper a ordem estabelecida de coexistência pacífica. Também informam sobre a pressão exercida por grupos muçulmanos ao fornecerem dinheiro ou oportunidade de trabalho a crianças e jovens em troca de se converterem à sua religião, induzindo o desprezo sobre aqueles que permanecem sendo cristãos.

A coexistência pacífica entre as religiões na África está em risco. Sem o trabalho da Igreja a espiral de violência e ódio teria resultado em estragos inimagináveis. Por isso, a ACN dá suporte a projetos que estimulam o diálogo inter-religioso e a construção da paz. A ACN está convencida de que os projetos para garantir a presença da Eucaristia e do Evangelho através de sacerdotes e catequistas bem formados é o melhor investimento para a paz na África.

Não se pode esquecer que a violência e o sofrimento do povo africano não se deve somente ao fundamentalismo islâmico. A corrupção, governos repressivos, conflitos étnicos, guerras de poder, assim como desastres naturais e mudanças climáticas exigem da Igreja Católica na África um papel fundamental, em muitos casos, heroico. Dar a conhecer esse heroísmo, tão poucas vezes informado pelos meios de comunicação, é também um dos objetivos da campanha. Pregar o Evangelho e dar testemunho de Cristo entre os mais necessitados em zonas de crises, áreas de guerra ou em bairros sem ordem ou lei, supõe se arriscar em ser assassinado, raptado ou roubado. A ACN vivencia em primeira mão o testemunho de leigos, sacerdotes, missionários e religiosos que, por exemplo, no Sudão do Sul atendem aos refugiados, na República Democrática do Congo lutam contra a exploração injusta da terra, ou cuidam dos doentes de ebola em Serra Leoa. Algum dos seus companheiros perderam a vida nesse serviço aos demais.

Apesar das dificuldades, a Igreja na África quadriplicou o número de fiéis nos últimos 35 anos, passando de 55 para 215 milhões de fiéis. Segundo as estatísticas da Igreja Católica, a África lidera há anos a taxa de aumento de católicos no mundo (46%). Além disso, é uma Igreja muito jovem que em muitos países não conta com mais de 200 anos de história. A África e a Ásia são os únicos continentes com aumento anual de vocações sacerdotais.

Entretanto, paradoxalmente somente 2% do rendimento econômico mundial corresponde à África. Com somente uma exceção (Afeganistão), os 25 países com os menores índices de desenvolvimento humano estão localizados na África. A África Subsaariana abriga 18 milhões de refugiados, 26% de todos os refugiados ao redor do mundo. Esse dado, por ele mesmo, justificaria o apoio da ACN. Entretanto, a instituição de caridade pastoral considera que seu apoio não é só um mero gesto humanitário,mas também o resultado de uma responsabilidade católica de contribuir para o desenvolvimento pastoral da Igreja, que é a esperança do futuro. A campanha começou no dia 1º de março, Quarta-feira de Cinzas.

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