//Bispos sequestrados: um silêncio preocupante

Bispos sequestrados: um silêncio preocupante

2013-05-02T20:27:11+00:00maio 2nd, 2013|Notícias|

Aumenta o temor pelos dois Arcebispos sírios sequestrados na semana passada pois, após estes fatos, ainda não há notícias deles. Além disso, um dos dois prelados, o Arcebispo ortodoxo sírio Yohanna Ibrahim, necessita dos seus medicamentos contra pressão alta e diabetes. Ele não levava consigo nenhum remédio quando foi sequestrado junto com o Arcebispo ortodoxo grego Boulos Yagizi, na segunda-feira, 22 de abril. O condutor do veículo, o diácono Fatha’ Allah Kabboud, foi assassinado.

O incidente ocorreu 8 km a oeste da cidade de Alepo, de onde voltavam os prelados após viajarem à fronteira com a Turquia para negociar a libertação de dois sacerdotes — Padre Michael Kayyal e Padre Maher Mahfouz — sequestrados no dia 9 de fevereiro. Desde o sequestro dos dois Arcebispos houve informações contraditórias na mídia; em uma delas (posteriormente desmentida) inclusive se dizia que haviam sido libertados.

Mas em uma entrevista concedida à “Ajuda à Igreja que Sofre” (AIS), uma fonte oficial do Arcebispado ortodoxo grego de Alepo disse que não houve contato nem com os prelados nem com os seqüestradores e que esta falta de informação é um fato sem precedentes, em um momento em que os sequestros de cristãos aumentaram notavelmente na região. O porta-voz, que se encontrava hoje na Síria, e que pediu para não ser identificado por razões de segurança, declarou: “Ainda não sabemos onde se encontram os dois arcebispos ou aonde foram levados. Muitos cristãos foram seqüestrados nestes últimos tempos, e esta é a primeira vez que não temos absolutamente nenhuma pista do que aconteceu porque ninguém assumiu a responsabilidade do sequestro. É obvio que isto é muito preocupante, mais ainda quando nos encontramos no oitavo dia desde que [o rapto] aconteceu.”

Em relação ao delicado estado de saúde de Dom Ibrahim, o porta-voz comentou: “é um problema que põe em risco a sua vida se não receber o remédio”. O porta-voz da diocese mencionou que os líderes da Igreja estão lutando contra a pressão sobre os cristãos, submetida à angústia e ao medo. Em relação aos serviços litúrgicos e as vigílias de oração que estão sendo celebradas, e até retransmitidas na televisão síria, acrescentou: “Os cristãos estão preocupados e desejam expressar sua insatisfação em relação ao ocorrido”.

“Mas cada passo será estudado cuidadosamente; nós temos que pensar na resposta que vão dar os sequestradores”. O porta-voz pediu também para que continuasse a pressão internacional a fim de conseguir a libertação dos arcebispos. Devido à boa reputação dos prelados, ele afirmou ter esperança de que a intervenção diplomática possa vir a ser eficaz. O porta-voz acrescentou ainda: “até agora, a comunidade internacional tem feito pressão e obtido êxito. Nós não queremos que esta pressão cesse: seja da parte do governo, da sociedade civil, das Igrejas ou das organizações não governamentais… estes distintos níveis de ajuda poderiam servir”. Ele terminou seu diálogo com a AIS pedindo que os cristãos “e todas as pessoas de boa vontade” rezassem pela libertação dos arcebispos. “É especialmente triste que duas pessoas que trabalham tanto pela paz se encontrem, nestes momentos de conflitos, entre os que pagam o preço mais alto”.

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