//Bispo condena assassinato de padre católico no Congo

Bispo condena assassinato de padre católico no Congo

2015-03-23T17:55:14+00:00 Março 23rd, 2015|Notícias|

Dom Théophile Kaboy, Bispo de Goma, condenou em fortes termos o assassinato de um sacerdote no leste da República Democrática do Congo. Este foi um “ato abominável e infernal”, escreveu em nota à Fundação Pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (AIS).

Padre Jean-Paul Kakule, tesoureiro da paróquia de Mweso (da diocese de Goma), foi morto em 25 de fevereiro a tiros de metralhadora por um assassino desconhecido, quando ele estava fechando as portas da igreja à noite.

Com apenas 33 anos de idade, padre Jean-Paul Kakule era o filho mais velho de uma grande família cristã de Kivu do Norte, cidade próxima à Goma. Foi ordenado muito jovem, no ano de 2003 e, desde então, exerceu as suas funções sacerdotais na paróquia de Mweso. De acordo com o bispo de Goma, Jean é o décimo padre a ser assassinado na República Democrática do Congo desde 1992. Cinco irmãs da Congregação de São Vicente de Paulo desapareceram em 1996 e até hoje não há nenhum informação sobre o paradeiro delas.

Ainda não está claro se o assassinato do Padre Jean Paul Kakule foi causado por criminalidade comum ou por ódio religioso. Na opinião do bispo de Goma, a mera presença de clérigos na área de Mweso é uma grande fonte de irritação para os criminosos. Por isso, o Bispo suspeita que o assassinato do Padre Kakule foi um ato de vingança. A paróquia católica ganhou reputação de instituição que mostra o crime como ele é.

Em outro massacre terroristas à aldeões indefesos, centenas de milhares de pessoas fugiram. De acordo com Dom Théophile Kaboy, a população no leste da República Democrática do Congo se sente extremamente insegura: “As quadrilhas de criminosos podem ir para cima de seu negócio sem impedimentos, porque não há a presença da polícia.” Por isso, o Bispo apela aos responsáveis do país e também fora do Congo, a fim de garantir que se faça finalmente justiça, gerando paz na região.

Em seu relatório atual “Liberdade Religiosa no Mundo”, a AIS relata cerca de 20 diferentes grupos armados no leste do país. De acordo com o relatório, três padres assuncionistas foram sequestrados de sua paróquia em Beni (Kivu Norte), no final de 2012 – provavelmente por milícias das Forças Democráticas Aliadas (ADF-NALU), grupo rebelde de Uganda, que é conhecido por suas tendências radicais islâmicas.

A República Democrática do Congo tem uma população de 65 milhões e, destes, cerca de 96% são cristãos (47% católicos, 49% protestantes). A AIS apoiou o trabalho pastoral no Congo em 2014 com aproximadamente 8 milhões de reais. O dinheiro foi usado, entre outras coisas para projetos de construção de igrejas e compra de carros. Cerca de 250 irmãs receberam ajuda existencial e mais de 1.000 seminaristas receberam assistência financeira para sua formação. Além disso, centenas de padres, irmãs e leigos puderam realizar seus retiros graças ao apoio da Ajuda à Igreja que Sofre.

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