//Assassinatos em Mossul, Iraque

Assassinatos em Mossul, Iraque

2010-02-19T12:59:05+00:00fevereiro 19th, 2010|Notícias|

“Os cristãos não sabem o que vai acontecer com eles. É a mesma coisa em toda parte: no trabalho, na escola ou mesmo em casa. Eles não sabem se alguém irá matá-los”.

O arcebispo de Mossul (norte do Iraque) advertiu que uma campanha de violência e intimidação ameaça acabar com os últimos cristãos da cidade. Dom Amil Shamaaoun Nona descreveu como um súbito aumento de assassinatos acendeu ainda mais a emigração dos cristãos, levantando preocupações sobre a sobrevivência da Igreja Católica no local, que existe desde os tempos bíblicos.

Falando de Mossul em uma entrevista à Ajuda à Igreja que Sofre, o Arcebispo Nona descreveu os assassinatos de quatro cristãos como parte de uma motivação política para forçá-los a partir da cidade. Sublinhando que o ataque tinha como vitimas os cristãos, o arcebispo Nona disse: “Se a situação continuar, especialmente como tem acontecido nos últimos dias, todo o povo vai ir embora. É muito difícil viver neste tipo de situação. Tudo é pânico, sempre há pânico. Os cristãos não sabem o que vai acontecer com eles. É a mesma coisa em toda parte: no trabalho, na escola ou mesmo em casa. Eles não sabem se alguém irá matá-los”.

O arcebispo falava hoje (quinta-feira, 18 fevereiro), quase 24 horas depois da morte do estudante de 20 anos, Georges Wissam. O quarto cristão assassinado esta semana em Mossul.

A agência católica AsiaNews informou que dois comerciantes em Mossul foram mortos. Outro homem foi seqüestrado em sua casa em Mossul. A comunidade cristã descreve o momento no Iraque como “um massacre – como Sexta-Feira Santa”.

O Arcebispo Nona disse que os ataques foram mais um aviso para os cristãos deixarem a cidade, relatando que só no dia de ontem (quarta, 17 de fevereiro) havia recebido a notícia de que 10 famílias cristãs estavam fugindo de Mossul.

Salientando que Mossul foi de longe o lugar mais perigoso para a comunidade cristã no Iraque, o arcebispo Nona disse que a cidade teve uma redução drástica no número de cristãos desde 2003, quando haviam mais de 5.000 famílias vivendo ali. “O que estamos vendo é um esforço imenso para forçar os cristãos a abandonar Mossul. Nós ainda não sabemos quem está por trás dos ataques”.

Em meio a suspeitas de que os assassinatos estão ligados às próximas eleições no Iraque, ele disse: “Nós achamos que toda esta onda de violência está ligada a interesses políticos. Algum grupo político tem algo a ganhar se todos os cristãos forem embora”. O Arcebispo Nona disse ainda que a Igreja pediu às autoridades de Mossul para melhorar a segurança, mas foi dito que era impossível garantir a segurança dos cristãos.

Os incidentes são um teste inicial para o prelado de 42 anos de idade, menos de um mês após ele se tornar o mais novo arcebispo da Igreja Católica, substituindo o arcebispo Paulos Faraj Rahho, que morreu em cativeiro em março de 2008.

Os cristãos de Mossul têm sofrido ataques periódicos, como em setembro de 2008, quando uma série de assassinatos e sequestros forçaram os fiéis a deixar a cidade. Porém a maioria retornou nas semanas e meses seguintes.

Enquanto isso, outros procuraram refúgio na região norte do Curdistão, onde a segurança é pouco mais reforçada. Muitos estão determinados a se juntar com a família e amigos nos países vizinhos, incluindo a Síria e a Jordânia. O Arcebispo Nona concluiu apelando por ajuda e oração: “Precisamos desesperadamente de vocês a orar por nós”, disse ele, insistindo na maior cobertura da mídia sobre a situação dos cristãos em Mossul.

Apoiar a Igreja no Oriente Médio é hoje uma prioridade para a Ajuda à Igreja que Sofre, que recentemente recebeu um pedido em nome de Papa Bento XVI para apoiar a Igreja nas regiões “onde as Igrejas cristãs estão ameaçadas em sua existência”.

7 Comments

  1. Joyce Ayra Roberta 21 de fevereiro de 2010 at 14:11 - Reply

    DEUS deu tanta inteligência e amor para o ser humano ,mas quantos homens não usam para o bem e muitos sofrem pela ganância e intolerância de alguns.

  2. Davisson Rodrigues dos Santos 21 de fevereiro de 2010 at 19:17 - Reply

    É vergonhoso ver cristãos pedindo para Deus, tantas coisas materiais e supérfluas, quando se vê por exemplo: os iraquianos, que morreram apenas por serem cristãos.

  3. Ivanildo M da Silva 22 de fevereiro de 2010 at 12:36 - Reply

    Ofereçamos as nossas orações e penitências nessa
    quaresma pelos missionários que lutam pelo reino
    de DEUS. É triste a gente vê esses nossos irmãos
    sendo caçados como animais no Iraque. Roguemos ao
    Senhor da messe que mande o Espírito Santo sobre
    toda a terra e derrame o seu amor sobre todos nós.

  4. elizabeth tomie nascimento 23 de fevereiro de 2010 at 16:45 - Reply

    PAZ E BEM. É muito triste q/ainda nós cristãos ainda somos perseguidos,JESUS NOS DISSE: SE VOS PERSEGUEM PORCAUSA DE MIM,NÃO ESQUEÇAIS O PORQUE,NÃO É O SERVO MAIOR QUE O SENHOR..estarei divulgando esse comentário.amém

  5. charles.pablo 24 de fevereiro de 2010 at 02:37 - Reply

    Maranathá!!!!!
    Vem Senhor Jesus.

  6. Maria Reis 20 de março de 2010 at 21:39 - Reply

    Meu Senhor! Misericórdia desse povo sofrido. Toca nos corações endurecidos e transforma-os, em nome do Senhor Jesus.

  7. Neurivaldo, Rafard/SP-Brasil 7 de maio de 2010 at 21:04 - Reply

    Ainda essa semana comentava a uma amiga de trabalho que, por mais impressionante que seja, o nome de Jesus ainda perturba povos descrentes. Por morarmos num pais predominantemente católico, graças a Deus! Essa imperiosidade da violência contra cristãos, para nós que temos Jesus em nossos corações, não tem a mínima lógica… más quem disse que há lógica na violência. A lógica da violência, da perseguição sangrenta e ameaçadora contra nós, especialmente, católicos,é esse pavor que causamos nos descrentes, em confiar plenamente na proteção, regência e guarda pelo Espírito Santo. De alguma forma acho que nos transfiguramos pela nossa fé, onde passamosde ameaçados a ameaças, pois, na passividade em aceitar o que Deus quer de nós, assombramos essas pessoas e sistemas, afinal, sabemos e o “mal” tb sabe, que o nome de Jesus abala tudo e todos, “no poderoso Império do Amor Divino de Deus”. Que o Pai, o Filho e Espírito Santo, abençoe tds os nossos irmãos (iraquianos, chineses, do leste europeu, africanos, etc) de fé, fortificando-os e mandando as devidas graças. Amém!.

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