//Ameaça de fome em massa no Sudão do Sul

Ameaça de fome em massa no Sudão do Sul

2014-02-14T18:31:30+00:00fevereiro 14th, 2014|Notícias|

“As pessoas estão à beira da fome e, se nada acontecer, em pouco tempo esta situação será inevitável.” Mons. Roko Taban Mousa

Comunidades inteiras no Sudão do Sul estão em risco de morrer de fome, de acordo com o líder da Igreja de Malakal, Monsenhor Roko Taban Mousa, que alertou sobre a iminente fome em massa, caso a ajuda – principalmente alimentos – não for enviada rapidamente.

Em uma entrevista à Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) nesta última quinta-feira (13/02), Mons. Roko descreveu as dificuldades de se obter ajuda para as áreas mais afetadas. Ele alertou sobre a necessidade de arroz, milho, feijão, açúcar, óleo, sal, e água potável. “A questão da comida é muito urgente. As pessoas estão à beira da fome e, se nada acontecer, as pessoas vão cair nessa situação” disse.

Mons. Roko ainda relatou que nas áreas mais afetadas de sua diocese existe aproximadamente 100.000 pessoas em extrema necessidade de alimentos. Pelo menos 30 mil casas estão em ruínas em toda a diocese, a metade delas em três cidades principais: Bor – centro do conflito -, Malakal e Bentiu. Ele também destacou saques e ataques a serviços essenciais, tais como farmácias e outros centros médicos. E, sem água potável, as pessoas procuram saciar a sede no rio Nilo Branco que atravessa a diocese.

Em todo o Sudão do Sul, milhares de pessoas morreram no conflito entre as forças do governo e os rebeldes liderados pelo ex vice-presidente Riek Machar. A ONU informou que desde que a violência começou em 15 de dezembro de 2013 mais de 860 mil fugiram de suas casas.

Mons. Roko descreveu como sua própria casa, em Malakal, foi alvejada por tiros, danificando portas, janelas e a rede elétrica da casa. Felizmente ele não se encontrava em casa durante o ocorrido. Ao final, fez um pedido: “Precisamos de orações. A necessidade de orações é muito importante. Para quem já sofreu tanto, saber que há pessoas rezando por nós traz um grande incentivo e devolve-nos a esperança.”

A coordenadora de projetos para esta região da África, Christine du Coudray, informou: “A Ajuda à Igreja que Sofre está pronta para oferecer ajuda de emergência, mas em primeiro lugar precisamos conhecer a capacidade logística e se há pessoal capaz de implementar o projeto de forma eficiente.” Ela levantou preocupações sobre comboios de ajuda da ONU que foram saqueados por soldados mal pagos e famintos.

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