Um bispo da Nigéria expressou sua gratidão pela ajuda que esta recebendo e descreve como esta sendo importante este auxílio, principalmente neste momento crucial, onde o país luta contra o extremismo.

Relatórios vindos de Kontagora, no estado de Níger, indicam que militantes muçulmanos tentaram parar a construção de novas igrejas, e até derrubaram algumas durante a noite.

Em resposta a estes e outros desafios, a Ajuda à Igreja que Sofre, instituição de caridade católica para os cristãos perseguidos e em necessidade, anunciou que vai contribuir financeiramente durante três anos para ajudar a fornecer aulas de alfabetização, escavação de poços artesianos, cuidados básicos de saúde e educação para a população da região.

O bispo Timothy Carroll, Vigário Apostólico de Kontagora disse: “Sem o auxílio de vocês estas missões não poderiam continuar.”

O auxilio da AIS tem apoiado as missões de Karenbana, Shafashi, Bobi, Nkoso Nsanji e Galadima no noroeste do país. De acordo com o bispo, as populações locais estão cada vez mais esquecendo as religiões tribais, e olhando para as religiões mais globais.

O bispo Carroll disse: “Nosso povo indígena esta em uma encruzilhada. Nos próximos 10 anos eles terão como religião o cristianismo ou o islamismo. Graças a Deus várias pessoas estão voltando para a Igreja Católica e a tendo como uma porta para Deus”.

“Eu gostaria de expressar a nossa profunda gratidão a AIS, que esta fazendo o possível para que as sementes do Evangelho possam ser plantadas… por favor, agradeçam aos seus generosos doadores”, disse o bispo Carroll.

A ajuda da AIS chegou em meio a oposição de militantes islâmicos para o crescimento da Igreja e da adoção forçada da sharia (nome que se dá ao código de leis do islamismo) no estado do Níger – apesar de haver aproximadamente o mesmo número de muçulmanos e cristãos. A Igreja Católica está contribuindo com programas sociais, incluindo os cursos de alfabetização, que ocorrem durante o período de janeiro a abril, tempo de seca, a fim de não interromper o ciclo de cultivo.

“Como a maioria do nosso povo indígena ainda é semi-nômades, quase 80% são analfabetos. Por esta razão damos grande importância para os cursos de alfabetização”, revelou o bispo Carroll.

Dom Carroll destacou a importância das mães na comunidade e disse: “Um provérbio Africano diz: ‘Educar uma mãe é educar uma família inteira’”. A partir disto é preciso doutrinar o povo a se por contra esta onda de violência e assassinatos, que já se tornaram comum na África e conscientizar sobre a Aids.

O bispo Carroll acredita que algumas das missões serão divididas em paróquias nos próximos 5-10 anos. Ele disse que a missão Shafashi, que atende 118 comunidades católicas, já poderia ser dividida em duas paróquias, mas devido a uma escassez de sacerdotes isso vai ter que esperar.