Cerca de 90 mil cristãos foram mortos por causa da sua fé no decorrer do ano passado. Além disso, “500 a 600 milhões” não conseguem “professar a sua fé de modo totalmente livre no mundo de hoje”. Estes dados são estimados pelo Centro de Estudos Novas Religiões, com sede em Turim.

Segundo o diretor deste Centro, o professor Massimo Introvigne, em declarações à Rádio Vaticano, estes dados indicam que um cristão é assassinato a cada seis minutos.

A maioria destas mortes violentas, cerca de 70%, ocorreu na África, em resultado de conflitos tribais, sendo que, a grande maioria dos casos restantes “derivam de atentados terroristas, destruição de povoados cristãos” e perseguições da responsabilidade de governos, como é o caso da Coreia do Norte.

Este estudo confirma os dados revelados por outras instituições, como a ACN, que no final do ano passado publicou um Relatório sobre a Liberdade Religiosa no Mundo, no qual se pode concluir igualmente que os cristãos são, de fato, o grupo religioso mais perseguido no mundo.

Também cresce as mortes de agentes pastorais cristãos

Quase simultaneamente à divulgação deste trabalho do Centro de Estudos Novas Religiões, a Agência Fides do Vaticano revelou que 28 agentes pastorais da Igreja Católica foram assassinados no ano passado, o que significou mais seis mortos do que em 2015.

Entre todos os “agentes da Igreja católica assassinados” no decorrer do ano passado, ganha expressão, pela violência e dimensão midiática que lhe foi dada, o caso do padre Jacques Hamel, decapitado em 26 de Julho na igreja de Saint-Etienne-du-Rouvray, na França, enquanto celebrava a Santa Missa.

No entanto, segundo revela a Fides, a maioria das mortes não ocorreu na Europa, apenas esse caso é registado. Já na América, houve 12 assassinatos. África registrou oito mortes e a Ásia sete.

Ainda segundo esta agência de notícias, entre 2004 e 2015 morreram mais de 300 agentes pastorais da Igreja Católica, número que inclui três bispos.