//20 de Junho: Dia Mundial do Refugiado

20 de Junho: Dia Mundial do Refugiado

2017-06-21T11:50:34+00:00junho 20th, 2017|Notícias|

Em 2016, a ACN apoiou 96 projetos para refugiados e mais de 11 milhões de euros foram dedicados a ajudar os refugiados em todo o mundo. Estamos com os refugiados!

Quando a milícia atacou a sua aldeia, eles entenderam que não havia tempo a perder. Eles pegaram seus filhos e correram para salvar suas vidas.

Vamos chamá-los de “família X” da Nigéria: o pai foi morto quando eles fugiam, a mãe e os filhos conseguiram chegar a um campo de refugiados. Entretanto, apesar do campo oferecer um certo grau de segurança, não se tem nunca o suficiente de qualquer coisa. Água, alimentação, cobertores, medicamentos e itens de higiene são escassos. Os refugiados estão tomados por um grande cansaço. Eles estão traumatizados. Eles viram membros de suas famílias serem mortos ou se perderam enquanto tentavam fugir. Eles não tem mais uma casa para onde possam retornar. A incerteza corrói como um rato faminto. Eles se perguntam todos os dias a mesma questão: “e agora?”

A família X representa incontáveis famílias de refugiados por todo o mundo, todas elas com histórias semelhantes para contar. Aproximadamente cerca de 51,2 milhões de pessoas estão atualmente em busca de um porto seguro. Eles vem da Nigéria, da Eritreia ou do Sudão do Sul, da Síria, Iraque ou Ucrânia. Eles estão fugindo da guerra, do terror, da repressão política e religiosa. Os seus perseguidores podem ter nomes diferentes, mas semeiam destruição sob a mesma máscara do ódio e da ilusão.

A organização terrorista islâmica Boko Haram tem devastado o norte da Nigéria e da República dos Camarões há sete anos. Na República Centro-Africana, as forças rebeldes do Seleka estão causando o caos.

No Sudão do Sul e na Eritreia, as pessoas estão fugindo tanto das rebeliões que continuam a surgir entre forças rebeldes como de repressões políticas e religiosas. Muitos encontraram abrigo em campos de refugiados na Etiópia.

No Oriente Médio, a guerra e a organização terrorista Estado Islâmico fizeram com que centenas de milhares de sírios e iraquianos saíssem de suas terras e intensificou a onda de emigração destes países, que cresceu exponencialmente desde a Primavera Árabe que começou em 2011. Muitos deles fugiram para países vizinhos como a Turquia, o Líbano e a Jordânia.

Desde a sua fundação, os refugiados sempre foram uma preocupação para a Ajuda à Igreja que Sofre. Este ainda hoje é o caso.

Através de seus projetos de ajuda aos refugiados, a Ajuda à Igreja que Sofre mantém vivo o legado de seu fundador, o Pe. Werenfried van Straaten. Ele reconheceu a desgraça dos refugiados alemães após a II Guerra Mundial e apelou aos seus compatriotas flamengos para fazerem doações. Em sua primeira e evocativa carta de pedido, ele escreveu:“Muitos de nós estamos aquecidos; muitos de nós estamos bem. Temos uma residência, janelas de vidro para nos proteger do frio. Apesar da escassez de alimentos e de outras coisas que prevalecem devido ao período do pós-guerra e apesar dos preços exorbitantes, há muito poucas coisas que nos fazem falta. Mas nós chegamos a pensar no fato de que lá fora há milhares de Marias e Josés que procuram seu caminho pela Europa? De que Cristo está chorando no rosto dos pobres, dos sem teto, dos refugiados, dos famintos, dos sedentos, dos encarcerados, dos doentes e de todos aqueles que Ele chamou de “o menor dos meus” e em cuja miséria Ele escondeu sua forma encarnada?”

Uma organização de ajuda nasceu desta missão. A organização pontifícia de caridade Ajuda à Igreja que Sofre se desenvolveu a partir das primeiras campanhas de levantamento de fundos do Pe. Werenfried e agora ela conta com seus benfeitores em 23 países. Em 2016, a ACN apoiou 96 projetos para refugiados e mais de 11 milhões de euros foram dedicados a ajudar os refugiados em todo o mundo. Os sacerdotes e os irmãos e irmãs religiosos que ajudam as famílias deslocadas e refugiadas estão fazendo milagres: multiplicam a ajuda que recebem para alcançar o maior número possível de pessoas. Não se esqueça dos refugiados!

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