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Boletim Setembro 2011

2012-08-17T17:01:20+00:00 setembro 5th, 2011|Boletim|

“Para nos conduzir ao amor, Deus nos amou primeiro e demonstrou seu amor na vida, no sofrimento e na morte de Cristo”, padre Werenfried.

Este é apenas o editorial do Boletim de Setembro de 2011.
Você pode baixar o boletim na íntegra ao final deste texto (anexo).

 

Sim, temos por Deus um Pai que nos ama com amor eterno. Isto foi e é tudo o que Cristo nos veio revelar. A Bíblia nada mais é do que a longa história do eterno e incansável amor de Deus Pai pela humanidade. Pergunto-me. Quem somos nós, seres humanos, para que Deus nos amasse tanto assim?

Quem somos nós para que Deus nos enviasse seu único Filho, que se tornou um de nós, vivendo em tudo nossa vida, nossos sonhos, nossas esperanças e dores, que nos amasse ao ponto de nos lavar os pés, nos doar seu próprio Corpo e Sangue na Eucaristia, e que por fim, nos amasse ao extremo de se imolar na cruz para nos salvar? Quem nos amou ou nos ama assim? Não há palavras para explicar este amor de Deus pela humanidade. Resta-nos o silêncio e a gratidão.

Pessoalmente sou grato ao amor de minha querida mamãe que desde minha infância me ensinou a contemplar a presença escondida de Deus nas obras da criação. No livro do Gênesis Deus Pai nos pede, na pessoa de Adão e Eva, para cuidarmos e contemplarmos as obras da criação, que são a primeira manifestação de sua presença e de seu amor por nós. Infelizmente, pelas circunstâncias da vida, muitos perderam a capacidade de ver e de contemplar o imenso amor de Deus presente na diversidade das obras de toda criação. Sem dúvida, a perda da capacidade de admirar e de contemplar o belo é uma das graves atrofias de nosso tempo, principalmente de nossa sensibilidade e espiritualidade humana.

Encanta-me apreciar a beleza das flores, a riqueza da natureza que em sua diversidade explode em vida no tempo da primavera. Emociono-me ao ver o cuidado com que os animais cuidam de sua prole, do esmero, da dedicação e da doação com que os pássaros constroem seus ninhos, aquecem os seus ovos e se doam na criação de seus filhotes. Tudo fala da vida, da doação, do amor e do carinho de Deus presente nas obras da criação.

Entretanto, nada mais mereceu tanto o amor de Deus Pai do que o ser humano. Somos a obra prima de Deus entre todas as criaturas. Deus de tal modo se enamorou e se apaixonou pelo ser humana que quis nos abraçar em nossa própria humanidade na Pessoa de Jesus, seu Filho amado que se tornou um de nós e viveu entre nós.

Pergunto: Como não amarmos o Deus que assim nos amou e nos ama? Se esse foi o valor dado à pessoa humana por Deus, como não reconhecermos na presença dos irmãos a presença de Deus? O amor a Deus e o amor aos irmãos, particularmente aos mais pequeninos e necessitados, é parte essencial da vida cristã.

Mais uma vez nos encontramos no mês da Bíblia. A Bíblia nada mais é do que o amor de Deus feito Palavra, que nos oferece o verdadeiro caminho para nossa perfeita humanização e salvação. Mas a Bíblianão existe apenas para ser conhecida e apreciada, mas acima de tudo, para ser acolhida, tornando-se o alimento indispensável de nossa caminhada para Cristo. Sempre será na soma de nossa vida com a Palavra de Deus, acrescida da vivência dos sacramentos, particularmente da Eucaristia, que nos transformaremos em verdadeiros filhos/as de Deus e discípulos missionários de Cristo.

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