//Boletim Novembro 2014

Boletim Novembro 2014

2014-11-04T13:03:58+00:00novembro 4th, 2014|Boletim|

“Cada ano, cada dia, cada hora que passa nos aproxima da morte e, esperamos, também do céu.” Padre Werenfried van Straaten (1913-2003)

Este é apenas o editorial do Boletim de Novembro de 2014.
Você pode baixar o boletim na íntegra ao final deste texto (anexo).

 

A busca pela posse da vida faz parte da cultura dos povos e das civilizações, ocupando o cerne dos mitos e das religiões. O apóstolo Paulo textualizou bem quando disse: se os mortos não ressuscitam também Cristo não ressuscitou e se Cristo não ressuscitou é falsa a nossa fé. Se nossa e esperança em Cristo é somente para esta vida nós somos os mais infelizes de todos os homens (1Cor 15,15-19).

Por caminhos diferentes todos nós buscamos a pátria da eternidade. Na verdade, nada no tempo nos basta e sacia plenamente. Nosso coração finito aspira pelo infinito, já dizia Santo Agostinho: “Inquieto estava meu coração enquanto não descansou em ti, ó Senhor.”

A morte faz parte de nossa finitude, mas, por nossa natureza espiritual e pelos méritos da redenção de Cristo, somos destinados à imortalidade. Somos marcados por uma tensão permanente entre o já (tempo presente) e o ainda não (sonho da eternidade).

A existência terrena é marcada por alegrias e provações, acertos e desacertos. Mas é no tempo que se opera a nossa salvação ou perdição. A partir de Cristo, que viveu e sofreu nossa vida, o tempo presente é o lugar sagrado em que somos chamados a construir o bem supremo da eternidade,que se faz em acolher a vontade do Pai: não permitindo que nenhum dos seus filhos se perca e que ninguém seja excluído do banquete da dignidade de vida. É neste amor que cultivamos a nossa eternidade.

Em Cristo, a morte não tem mais a última palavra na existência humana, mas se faz passagem que, embora exigente, nos leva ao encontro do definitivo da vida em plenitude. Na verdade, o cristianismo se apresenta como uma verdadeira revolução para a compreensão da vida humana. É doutrina de fé, que através dos méritos da Redenção de Jesus, nós, que Nele acreditamos e vivemos, com Ele haveremos de ressuscitar para a vida eterna. Vivemos desta esperança.

Na Pessoa de Jesus, com sua vida, com sua paixão, com sua morte e sua ressurreição, antevemos na fé o nosso futuro como homens e mulheres transfigurados em nossa realidade corpo-alma à semelhança Dele. Quando vivemos da fé e na esperança, caminhamos ao encontro de Deus.

É natural e normal chorarmos a morte dos que amamos. Cristo também chorou a morte de seus amigos. Mas, sem a morte, jamais teríamos a posse plena da vida, a eternidade com Deus. Cristo é a resposta de Deus Pai para as perguntas e aspirações do coração humano.

Pe. Evaristo Debiasi
Assistente eclesiástico

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