//Boletim Novembro 2013

Boletim Novembro 2013

2013-12-03T16:43:14+00:00novembro 6th, 2013|Boletim|

“A maior prova da fiabilidade do amor de Cristo encontra-se na sua morte pelo homem. Se dar a vida pelos amigos é a maior prova de amor (cf. Jo 15, 13), Jesus ofereceu a sua vida por todos, mesmo por aqueles que eram inimigos, para transformar o coração.” Encíclica Lumen Fidei

Este é apenas o editorial do Boletim de Novembro de 2013.
Você pode baixar o boletim na íntegra ao final deste texto (anexo).

 

Acabamos de celebrar o Ano da Fé. Nós, os cristãos, acreditamos que em Jesus, por Jesus e com Jesus, na Sua vida, paixão, morte e ressurreição, a morte não aparece mais como decreto final de nossa história, mas ela se nos apresenta, mesmo com seu drama, como caminho-passagem para o encontro com a vida em plenitude na casa do Pai. Essa é a nossa fé e esperança. No Cristo que venceu o mal e a própria morte com Sua ressurreição, acreditamos que, com Ele, também nós haveremos de ressuscitar para a vida eterna. Não somos donos de nada e de ninguém, nem dos que mais amamos. Todos somos de Deus. E nada levamos desta vida a não ser a vida que levamos.

Não refletirmos sobre a morte, é não levarmos a sério a própria vida. Por outro lado, a vida terrena, não é apenas “um vale de lágrimas”. Nossa existência, marcada por provações e alegrias, acertos e erros, é o tempo da esperança onde se opera nossa salvação ou perdição. A partir de Jesus, nossa vida se tornou um espaço sagrado no qual somos chamados, na ação do Espírito Santo, a construir o “tesouro que não passa”, a eternidade.

O cristianismo se apresenta como uma verdadeira revolução para a compreensão da vida e da morte. É doutrina da fé católica que, através dos méritos da Redenção de Cristo, todos os que esperamos Nele e por Ele vivemos, ressuscitaremos com nosso corpo-alma transfigurados. Negar esta verdade de nossa fé é negar o dogma da ressurreição de Cristo com Sua humanidade e divindade.

Deixo para todos que sofrem a perda de entes-queridos a nossa única e verdadeira esperança: Jesus Cristo. Em Cristo não há mais morte-fim, mas morte-passagem para o encontro definitivo com a vida eterna.

É natural e normal chorarmos a morte dos que amamos. Cristo também chorou a morte de seus amigos. Mas, sem a morte, jamais teremos a posse da plenitude da vida, a eternidade com Deus. Neste caminho de encontro com o definitivo que é Deus, é bom sabermos que no anúncio dos profetas, dos santos e do próprio Cristo, o amor ao irmão, particularmente ao irmão mais ferido e necessitado, é sempre o melhor passaporte para a eternidade.

Para àqueles cuja morte os entristece, digo que “existem muitas moradas na casa de meu Pai. Se não fosse assim, eu lhes teria dito, porque vou preparar um lugar para vocês. E quando eu for e lhes tiver preparado um lugar, voltarei e levarei vocês comigo, para que onde eu estiver, estejam vocês também.” (Jo 14,1-3).

Leave A Comment