//Boletim Novembro 2010

Boletim Novembro 2010

2012-08-17T16:48:47+00:00novembro 16th, 2010|Boletim|

“O Natal vem outra vez e Cristo anseia por ser acolhido pelos seus. Portanto, não se comportem como os hospedeiros indiferentes, como os burgueses bem nutridos na sua ostentação prepotente, mas abram suas portas e seus corações a cada necessidade que é a necessidade de Cristo.” PadreWerenfried (1913-2003)

Este é apenas o editorial do Boletim de Novembro de 2010.
Você pode baixar o boletim na íntegra ao final deste texto (anexo).

 

“Não é possível! Você sempre foi contra ele!” Dois amigos conversam por telefone entre Inglaterra eMadrid. “É verdade.Mas acompanhei as viagens dele e escutei os seus discursos. Ele irradia bondade e simplicidade. Eu me identifiquei muito com ele.” Na sua visita à Grã-Bretanha em setembro passado, Bento XVI não perdeu tempo com lisonjas protocolares. Com clareza serena disse aos políticos: “A religião não representa um problema, mas um fator que contribui de forma vital para o debate público na nação.” E sobre o diálogo ecumênico: “Gostaria de me unir a Vossa Graça, manifestando o meu agradecimento pela profunda amizade que cresceu entre nós.”

O Papa alemão beatificou em Birmingham o grande convertido do anglicanismo à fé católica, Cardeal John Henry Newman (1801 – 1890), que teve grande influência sobre Joseph Ratzinger na sua juventude. Newman é o santo da consciência. O Papa se lembrava bem que, como seminarista, ouviu com horror uma declaração de Hermann Göring, comandante supremo da Luftwaffe, a Força Aérea nazista: “Eu não tenho consciência. A minha consciência é Adolf Hitler.” Mais tarde, como Cardeal e como Papa, sempre reafirmou a dignidade da consciência moral, na qual se baseiam os atos livres e soberanos de cada pessoa. Porque é na nossa consciência que nós acolhemos a verdade que, em última análise, não é uma ideia, mas é Cristo, que se definiu a si mesmo: “Eu sou a Verdade e a Vida.”

O bem-aventurado John Henry Newman e Bento XVI são guias corajosos no caminho rumo ao futuro. O Papa exorta os jovens: “O que Deus mais deseja para cada um de vocês é que se tornem santos. Quando os convido a se tornarem santos, peço-lhes que não se contentem com opções secundárias.” Ele também não deixou de abordar abertamente temas dolorosos. No voo de Roma para a Escócia, setenta jornalistas o escutaram dizer, “com os olhos úmidos devido à emoção”, a respeito do escândalo dos abusos: “É uma grande tristeza que a autoridade da Igreja não tenha sido suficientemente vigilante nem rápida, decidida, em tomar as medidas necessárias.” E foi muito importante o que ele disse sobre uma nova forma de martírio: “Na nossa época, o preço que deve ser pago pela fidelidade ao Evangelho já não é ser enforcado, afogado e esquartejado, mas muitas vezes significa ser indicado como irrelevante, ridicularizado ou ser motivo de paródia.”

Apoiar esse Papa corajoso é a nossa missão. Apoiar aqueles que sofrem as novas e antigas formas de martírio, também isso é nossa missão. Ajudem os que são tão pressionados por serem fiéis a Cristo e à sua Igreja. Ajudem “até doer”!

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