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Boletim Maio 2014

2014-05-09T14:39:48+00:00maio 9th, 2014|Boletim|

“Por trás de cada vocação para o sacerdócio há sempre a oração forte e profunda de alguém: de uma avó, de um avô, de uma mãe, de um pai ou de uma comunidade… As vocações nascem na oração e da oração; e só na oração podem perseverar e dar fruto. Invoquemos a intercessão de Maria, que é a Mulher do ‘sim’. Maria disse ‘sim’ durante toda a sua vida!” Papa Francisco, Regina Coeli, 21 de abril de 2013

Este é apenas o editorial do Boletim de Maio de 2014.
Você pode baixar o boletim na íntegra ao final deste texto (anexo).

 

Na multiplicidade das questões pastorais que os bispos de todo o mundo partilham com a Ajuda à Igreja que Sofre, a preocupação pelas vocações sacerdotais ocupa sempre o primeiro lugar. Sem o sacerdócio sacramental, a atuação missionária da Igreja acaba permanecendo infrutífera. A ação sacerdotal dos homens consagrados faz parte da realização da identidade da Igreja. Jesus fundou a Igreja sobre o alicerce dos apóstolos, e existe uma conexão inseparável entre ela e o sacerdócio. Por isso Deus nunca cessa de chamar a todo momento homens que se consagrem incondicionalmente a Ele e se coloquem inteiramente no serviço eclesial.

Infelizmente, hoje a vocação sacerdotal é vista em muitos lugares de modo malicioso, como forma de vida ultrapassada: o padre celibatário não se enquadra mais na visão de uma sociedade de consumo, cujos maiores imperativos são a autorrealização e o prazer. Não raramente, bons fiéis e até mesmo padres desaconselham jovens a seguir o sacerdócio: dizem que se pode servir a Deus e à Igreja de forma excelente como bom teólogo leigo e pai de família. Isso é verdade e o Concílio Vaticano II destacou de modo maravilhoso justamente a vocação dos leigos. Mas não se deveria colocar em contraste esses dois tipos de chamado de Deus.

“Dai-me sacerdotes santos e eu vos darei um povo santo”, era assim que se exprimia a máxima do Papa Pio XI. O papel de liderança do sacerdote segundo a imagem de Jesus é insubstituível para a transmissão da fé e para a comunicação dos sacramentos. A renovação do sacerdócio está entre as prioridades da Igreja. Os sacerdotes como administradores dos mistérios de Deus são a artéria vital da Igreja, através da qual nos jorra a graça, a vida divina. Foi por isso que o patrono dos sacerdotes, o santo Cura d’Ars, pôde dizer: “Sem o sacramento da Ordem, não teríamos o Senhor. Quem o colocou ali naquele sacrário? O sacerdote. Quem acolheu a vossa alma no primeiro momento do ingresso na vida? O sacerdote. Quem a alimenta para lhe dar a força de completar a sua peregrinação? O sacerdote. Quem vai prepará-la para comparecer diante de Deus, lavando-a pela última vez no sangue de Jesus Cristo? O sacerdote, sempre o sacerdote.”

Peçamos neste mês de maio a Nossa Senhora, a mãe de todos os sacerdotes, que muitos jovens ouçam a voz de Deus e que depois encontrem em suas famílias e na Igreja o terreno fértil para alimentar esse seu chamado. Agradecemos a vocês, queridos amigos, o fato de que, graças às suas doações, já foram construídos centenas de seminários, e de atualmente estarmos conseguindo sustentar a formação espiritual e a preparação teológica de um entre cada onze seminaristas do mundo inteiro.

 

Abençoa-os com gratidão, o seu

Pe. Martin M. Barta
Assistente Eclesiástico Internacional

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