//Boletim Junho 2015

Boletim Junho 2015

2015-10-08T12:46:01+00:00junho 18th, 2015|Boletim|

“Não se é cristão ‘às vezes’, apenas em determinados momentos, em certas circunstâncias, em algumas escolhas. Não se pode ser cristão assim, somos cristãos em cada momento!”
Papa Francisco em seu livro «A Igreja da Misericórdia»

O amor de Deus pela humanidade não tem limites, medidas e nem dimensões. Na verdade, não há no mundo um amor que se assemelhe ao amor misericordioso de Deus Pai pela humanidade, que ofereceu seu próprio Filho para nos salvar. Por isso, Jesus é a encarnação viva deste amor misericordioso de Deus.

No dizer dos patriarcas e dos profetas, o amor de misericórdia de Deus é semelhante ao amor de uma mãe que deseja, acolhe, gera e gesta o filho querido em seu ventre, nutrindo-o na gratuidade total de doação. Com efeito, Deus tem por nós um amor de entranhas, de cuidados extremos, como Pai e Mãe que é. E aqui me faz lembrar as palavras de Bento XVI na sua encíclica Deus Caritas Est: Deus “ama, e este seu amor pode ser qualificado sem dúvida como eros, que no entanto é totalmente ágape também”.

O Papa Francisco acaba de nos anunciar e convocar para a celebração extraordinária do “ano santo da misericórdia” (de 08/12/15 a 20/11/16). A humanidade e a própria Igreja se encontram feridas em todos os sentidos. Jesus nos desafia para reassumirmos em nós e entre nós o amor misericordioso de seu Pai e nosso Pai: “Sede misericordiosos como vosso Pai do céu é misericordioso” (Lc 6,36). O amor de misericórdia não suporta que nenhum tipo de exclusão, de exploração e de injustiça aconteça na vida de alguém. Deus ama a cada pessoa desde a concepção no ventre materno, no vigor das forças físicas, no fracasso, na debilidade da velhice, na morte, como no próprio pecado. É o amor da totalidade.

Nossa mente humana é pequena para compreendermos o alcance da proposta de Jesus. O certo é que na Igreja e na humanidade precisamos reviver a misericórdia do Pai. Uma Igreja que não trouxer em si e nos seus membros – e é aqui que todos nós nos inserimos – a visibilidade do amor misericordioso de Deus, pouca força terá para falar da paternidade/maternidade de Deus e do coração apaixonado de Jesus pela humanidade. De nossa parte, busquemos seguir o “modelo maior” nos esforçando em amar como Jesus amou (e ama). O próprio Espírito Santo nos capacita.

Com minhas bênçãos e preces,

Pe. Evaristo Debiasi
Assistente eclesiástico nacional

Este é apenas o editorial do Boletim do mês.

Você pode baixar o boletim na íntegra nas informações adicionais abaixo

One Comment

  1. gabrielly 20 de junho de 2015 at 16:32 - Reply

    Um texto muito belo .Obrigada AIS. DEUS e JESUS sejam louvados Amém.

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