//Boletim Junho 2012

Boletim Junho 2012

2012-10-04T12:02:31+00:00junho 9th, 2012|Boletim|

A nova evangelização exige que tenhamos clareza de uma verdade fundamento de nossa fé cristã. A Pessoa de Cristo em Quem acreditamos é o Messias, o nosso Salvador e Redentor.

Este é apenas o editorial do Boletim de Junho de 2012.
Você pode baixar o boletim na íntegra ao final deste texto (anexo).

 

Com a encarnação de Jesus, Ele viveu nossa vida e sofreu a nossa morte por amor ao Pai e à humanidade para nos salvar. Mas a grande novidade que Cristo nos trouxe com sua encarnação, vida, paixão, morte e ressurreição é que nós que Nele esperamos, Nele acreditamos e por Ele vivemos graças aos méritos de sua redenção seremos ressuscitados para a vida eterna. A ressurreição de Cristo é a alma e o coração do cristianismo.

Entretanto, mesmo para muitos católicos a verdade da ressurreição em seu significado maior ainda não nos é bem conhecida. Pode-se dizer que em muitos persiste uma visão mais espírita da ressurreição do que uma visão cristão-católica. Fala-se em alma separada do corpo, “missas pelas almas” e não pelas pessoas falecidas. A alma separada do corpo não coincide com os ensinamentos da Igreja católica sobre os dogmas da ressurreição e da ascensão de Cristo aos céus, como do dogma da assunção, elevação de Nossa Senhora aos céus com seu corpo e alma logo após sua morte. Esses dogmas são os modelos paradigmas de nossa ressurreição futura graças aos méritos da redenção de Jesus Cristo.

A ressurreição exige que se aceite na fé católica o nosso destino eterno como homens e mulheres transfigurados em nossa individualidade e identidade de pessoas humanas a semelhança da Pessoa de Cristo, nosso Salvador e Redentor.

Esta compreensão da ressurreição prometida por Cristo valoriza em grau supremo o valor e a dignidade da vida de cada pessoa humana, do homem e da mulher, em sua natureza constituída de corpo-alma.  Podemos dizer que somos seres espirituais no todo de nossa natureza humana. Somos destinados à vida eterna graças aos méritos de Cristo com nosso corpo-alma e não apenas com nossa alma. Este é o ensinamento de Jesus, dos Evangelhos e dos ensinamentos da Igreja sobre nosso destino futuro, a eternidade.

É verdade. As Escrituras falam que quando ressuscitados em Cristo seremos por toda a eternidade semelhante a anjos, isto é, semelhantes, mas não anjos. Anjos são anjos. Nós seremos transfigurados pela ressurreição como homens e mulheres, com nosso corpo e nosso espírito, em nossa individualidade masculina e feminina à semelhança de Cristo ressuscitado. A nossa fé e a nossa esperança em nossa ressurreição para a vida eterna nos vem da Pessoa de Jesus que viveu e assumiu nossa vida pela sua encarnação, vida, paixão, morte e que ressuscitou dos mortos subindo aos céus onde vive para sempre junto do Pai como o professamos no Credo de nossa fé cristã.

Sim, nosso futuro, a vida eterna, é gratuidade e bondade exclusiva do amor de Deus Pai em Cristo na graça do E.Santo, mas, este dom somente se torna meritório de vida eterna na medida que no tempo assumirmos o compromisso de fidelidade à vontade do Pai e de compromisso no amor aos irmãos, particularmente de amor aos irmãos mais pequeninos e necessitados . “Na verdade vos digo: Tudo o que fizerdes ao menor dos meus é a mim mesmo que o fareis, Mt.25,40. É no aqui e no agora do tempo que construiremos na graça de Cristo e pela ação do E. Santo a nossa ressurreição eterna na graça de Deus. “Se ressuscitastes com Cristo procurai as coisas do alto onde Cristo está sentado a direita de Deus” (Col 3,1).

A nossa ressurreição em Cristo é a grande novidade do cristianismo sobre o destino futuro da vida humana. E mais, juntamente conosco, em virtude da encarnação, da vida, da paixão, da morte e da ressurreição de Cristo que assumiu a criação com sua vida entre nós o destino da criação não é a destruição, mas sim, transformação de toda criação na realidade “dos novos céus e da nova terra”.

Como isto será e como acontecerá? “Dizem as Escrituras: o que os olhos não viram, o que os ouvidos não ouviram e o que o coração humano jamais sentiu; foi isto que Deus preparou para aqueles que O amam” (1Cor 2,9).

No consagrado ao Sagrado Coração de Jesus sabemos pelos Evangelhos e pelos ensinamentos da Igreja que é no amor ao Pai e no amor aos irmãos, particularmente no amor aos irmãos mais pequeninos e necessitados que no dia a dia de nossa vida na ação do E. Santo se opera em nós  a vida eterna em virtude dos méritos da redenção de Cristo.

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