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Boletim Julho 2011

2012-08-17T16:57:20+00:00julho 5th, 2011|Boletim|

“Também no mundo digital deve ficar patente que a amorosa atenção de Deus em Cristo por nós não é algo do passado, nem uma teoria erudita, mas uma realidade absolutamente concreta e atual.” (Papa Bento XVI)

Este é apenas o editorial do Boletim de Julho de 2011.
Você pode baixar o boletim na íntegra ao final deste texto (anexo).

 

“É perigoso demais”, dizia-se na preparação da visita do Papa Bento XVI à Terra Santa. A todas as dificuldades históricas acrescentava-se o fato incontestável de que o Papa tem sua origem na Alemanha. Ele contra-argumentou: “Exatamente pelo fato de eu ser alemão, de ter vivido e sofrido os tempos de Hitler, devo ir a Israel e à Palestina”. Ele conclamou: “Vamos lutar pelo futuro na terra de Jesus”. Bento XVI mostrou mais uma vez que é um grande pedagogo da paz.

A AIS nasceu como um instrumento de profunda reconciliação, que tem sua origem no Coração transpassado de Cristo. A missão da Igreja é superar a trágica confusão de Babel e todos os conflitos pela reconciliação das pessoas com o Pai e, a partir dele, também com os irmãos. Reconciliação inclusive com aqueles que nos fazem o mal. A AIS trabalha a serviço de um ecumenismo integral, na força do Espírito Santo, fonte de comunhão. Um ecumenismo que só busca pactos de conveniência não tem futuro. O Evangelho nos solicita a construir a paz em todas as frentes: paz entre os povos, as raças e as nações. Porque “a violência e o ódiosão sempre uma derrota” (Bento XVI na Quaresma deste ano).

Uma reconciliação desse tipo deve poder ser avaliada por três exigências: verdade, história e misericórdia. Deve sempre buscar a verdade e ser verídica. Deve seguir os passos da história, o que exige paciência e tempo. O beato João Paulo II nos disse: “Se a separação entre a Igreja do Oriente e a Igreja do Ocidente durou mil anos, a unidade não pode ser reconquistada em poucos decênios”. E, por fim: também é necessária uma fidelidade naquele amor que nós chamamos de misericórdia. Isso é uma exigência do Sermão da Montanha. O que significa: estar disposto a pedir perdão e a saber perdoar, a doar o perdão e a aceitar o perdão.

Sem o fogo divino de Pentecostes, isso não passa de um sonho perigoso. Toda utopia pacifista, toda tentativa sentimental ou leviana de unidade, sem o Espírito Santo, levará a novas divisões e conflitos. Pseudo-soluções frustram e paralisam a autêntica reconciliação. A AIS é um instrumento nas mãos dos sucessores de Pedro. Eles também nos impulsionaram, ao longo da nossa história, a venerar Maria, a Mulher reconciliadora, e a imitar o seu exemplo. Ela intercede junto a Deus por nós. Ela não exclui ninguém e congrega a todos. Diante das necessidades urgentes no mundo pedimos também a você uma generosa contribuição para projetos em favor de uma autêntica reconciliação. Com cada centavo confiado a nós, você está semeando a paz.

Com gratidão os abençôo.

One Comment

  1. CONSTANTINO BRUSCO 14 de julho de 2011 at 23:19 - Reply

    Só quando sentimos na carne o que é uma dificuldade,é que aprendemos a valorisar quando estamos bem, com Deus,com saude e paz.Olhando a miséria que sofre os paises subdesenvolvidos, deveria ser mais notado por aqueles que Deus abençoa largamente com milhões em valores monetários, mas que não sabem devolver a Deus esta graça recebida em generosidade e doação a esse povo que sofre de toda espécie de mal, como fome, analfabetismo, falta de residencia, perseguição de toda sorte, e o dinheiro usado muitas veses em orgias e festas, abreviaria este sofrimento terrivel que sofrem. Aos que são bem sucedidos e abençoados por Deus nunca esqueçam que Deus cobrará mais de quem for mais beneficiado. “A quem mais for doado, mais será cobrado” Faço apelo a quem ler este recado, que olhem para o sofrimento dos menores pequeninosque Jesus falou, “tudo o que fizeres ao menor dos pequeninos é a MIM QUE O FAZEIS”.

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