//Boletim Janeiro 2013

Boletim Janeiro 2013

2013-01-02T12:59:17+00:00janeiro 2nd, 2013|Boletim|

“Todas as riquezas da Igreja, todos os triunfos da civilização cristã, até mesmo a ciência, a fé, o dom daprofecia e o martírio não terão valor algum enquanto negarmos a Deus o amor que Ele, na figura dos mais humildes dos Seus, espera de nós.” Padre Werenfried

Este é apenas o editorial do Boletim de Janeiro de 2013.
Você pode baixar o boletim na íntegra ao final deste texto (anexo).

 

Um mês antes da abertura do Concílio Ecumênico Vaticano II, o Papa João XXIII disse em uma mensagem radiofônica que a Igreja deve ser entendida como “Igreja dos pobres”. Evidentemente se trata dos pobres no sentido evangélico e não num sentido puramente sociológico. Esse pensamento indica antes de tudo uma profunda verdade sobre o próprio Deus, cujo corpo é a Igreja. Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, despojou- se a si mesmo, assumindo a figura de um servo. Com isso Jesus nos revelou que a pobreza faz parte do mistério de Deus e ocupa a parte central do coração da Igreja. É a natureza do amor: dar tudo para enriquecer o outro. Não apenas dar ao outro uma moeda ou um objeto, ou um pouco de tempo, mas entregar seu próprio ser, por amor a Deus. É nessa luz que devemos compreender o matrimônio cristão, a castidade celibatária dos sacerdotes e dos religiosos e religiosas, bem como a total disponibilidade de muitos fiéis leigos e leigas a serviço da evangelização.

Esta verdade sobre a Igreja, que não exclui ninguém e abraça todos os pobres e qualquer necessidade, marcou também a vida do Padre Werenfried van Straaten. No serviço aos pobres ele via uma “ação sacramental”. Com efeito, a celebração eucarística tem seu prolongamento no serviço ao próximo. “O altar dos pobres” não é feito de pedra, mas de almas nas quais está presente o próprio Senhor sofredor. O amor a Deus e o amor ao próximo são duas faces da mesma medalha. O esplendor do culto divino pressupõe o esplendor da caridade. Com a sua pregação, o Padre Werenfried perturbava a falsa tranquilidade daquelas pessoas que acreditavam poder se salvar sem pensar nos outros. Para ele, a missão da Ajuda à Igreja que Sofre consistia em proclamar a lei do amor ao próximo sem reducionismos. Nesse sentido devemos nos tornar “mais pobres”, mais abnegados e dignos de crédito nas nossas palavras, pensamentos e sentimentos, nas nossas ações, a fim de que Deus encontre lugar em nós e possa realizar, por meio de nós, as Suas obras.

Neste ano recordamos o 100º aniversário de nascimento e o 10º de falecimento do Padre Werenfried. Ele quis atuar o grande projeto da caridade manifestado pelo servo de Deus Pio XII que, como pai de toda a humanidade, estava com o coração profundamente ferido em face do sofrimento de tanta gente após a Guerra Mundial e em meio à barbárie do novo flagelo ideológico. Padre Werenfried queria enxugar as lágrimas dos sofredores, queria sanar suas feridas. A gratidão deles é a gratidão do próprio Cristo e é a única garantia da bênção de Deus sobre a Obra que queremos prosseguir e completar no Seu nome.

Abençoou-os de todo coração e lhes desejo um Ano Novo feliz. Que sob a proteção da excelsa Mãe do Redentor vocês possam experimentar a felicidade de ver brilhar a alegria radiante nos olhos do próximo!

 

Cardeal Mauro Piacenza
Presidente Internacional da Ajuda à Igreja que Sofre

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