É com grande alegria que me dirijo pela primeira vez a vocês depois que, por desejo do Papa Bento XVI, a Ajuda à Igreja que Sofre foi colocada numa nova base jurídica. Nossa Obra é agora uma Fundação Pontifícia, que “fala” e “age” em nome da Igreja.

Este é apenas o editorial do Boletim de Janeiro de 2012.
Você pode baixar o boletim na íntegra ao final deste texto (anexo).

 

Fazer o bem e ser misericordioso, na fidelidade ao Papa, são características e um legado que sustentam a Obra e também essa refundação institucional. Eu estou convicto de que, na continuidade desse pensamento e dessa atuação, a Obra prosseguirá o seu mandato pastoral e a sua missão em meio à Igreja.

Faz parte integrante da missão da Obra apoiar de modo particular o Santo Padre na sua tarefa de “confirmar os irmãos na fé”. Por força desse mandato sentimos a urgência de nos ocuparmos daqueles que estão aflitos e de consolar os angustiados. Também queremos continuar reconhecendo nos pobres e nos sofredores o semblante de Cristo e enxugar as “lágrimas de Deus”. Vemos como aumenta a penúria em todo lugar. À perseguição dos cristãos, que sempre existiu e que também hoje é realidade, acrescentam-se a frieza e indiferença religiosa, a rejeição de Deus e uma secularização que se alastra. Esta é a hora da “Nova Evangelização”, a hora de ser generoso, para que a fé possa renascer e o nosso mundo possa ter um futuro.

Na qualidade de Fundação de Direito Pontifício somos chamados a estar ao lado da Igreja sofredora com benevolência magnânima e apoiar o trabalho de evangelização dos sacerdotes. Se fizermos isso, descobriremos cada vez de novo como cresce, se aprofunda e floresce, de maneira misteriosa, ao lado do Santo Padre, a fé que nos anima.

Eu agradeço de coração pela generosidade e fidelidade de vocês para com esta abençoada Obra de amor ao próximo nos irmãos e irmãs na fé, que sofrem privações. E lhes peço que não descuidem desse amor.

A hora é propícia, o momento, precioso: o Espírito Santo nos chama à renovação na continuidade. Todos percebem que a mão do Senhor, firme e a um tempo suave, nos conduz; que ela orienta a sua Igreja para cada vez mais perto Dele, conforme o grande projeto de salvação traçado pela Providência, conforme a sua vontade. Assim, nossa liberdade ganha asas e responde às necessidades mais urgentes da Igreja.

Eu rezo com vocês e em nome de vocês à santa Virgem Maria, a Mãe da Igreja, que está aos pés da cruz e sofre. Que ela conceda a todos nós a sua proteção celestial e um coração inteiramente aberto à dor do mundo; com vocês e em nome de vocês eu peço que, como Maria, nos tornemos “mães” de todos aqueles que nos procuram nas suas necessidades.