//Boletim Fevereiro 2015

Boletim Fevereiro 2015

2015-08-28T12:58:17+00:00fevereiro 9th, 2015|Boletim|

“Somos chamados a experimentar e mostrar que Deus é capaz de preencher o nosso coração e fazer-nos felizes, sem necessidade de procurarmos noutro lugar a nossa felicidade.” Papa Francisco no Ano da Vida Consagrada (novembro de 2014 – fevereiro de 2016)

“Quem puder entender, entenda.” Com essas palavras Jesus põe fim à difícil discussão sobre matrimônio e virgindade e nos mostra que nesse campo só a razão não basta. Ambas as formas de vida são algo de grande, que em última análise só pode ser compreendido pela fé. Em cada vocação se exige a totalidade, o amor indiviso. No matrimônio, um amor desses é inicialmente considerado lógico, evidente: “Nada e ninguém pode nos separar”, é o credo dos enamorados. Mas o dia a dia desvenda logo os limites e os fracassos do outro. Também o amor conjugal vive da graça. Com a força do amor divina ele pode se tornar algo de grande. Isso custa muito sacrifício e superação. É aí que matrimônio e virgindade têm íntima convergência.

De início, a vida na castidade, pobreza e obediência é considerada como algo de difícil e contrário à natureza. Diante das palavras “frade ou freira” já se pensa em regulamentos rigorosos e altos muros, feitos para tirar o prazer de viver. Servir desinteressadamente aos mais pobres entre os pobres, trabalhar em escolas e hospitais por um salário de fome, rezar pelo mundo, estando oculto na clausura – é verdade que tudo isso soa como coisa louvável, mas hoje em dia dificilmente ainda exerce alguma força de atração sobre a juventude. Mas qual é o aspecto específico, realmente atraente, da vida consagrada? Será o serviço ao próximo, a missão em países distantes, a vida contemplativa no silêncio? Madre Teresa o diz claramente às suas Irmãs: “A vocação de vocês não é cuidar dos doentes no hospital, ou ensinar, ou seja o que for… Nossa vocação é pertencer a Jesus, com a convicção de que nada e ninguém pode nos separar do amor de Cristo. O trabalho que fazemos é o nosso amor a Jesus, traduzido numa ação viva.”

Deixar tudo pelo Reino dos Céus não significa, portanto, colocar-se a serviço das pessoas ou lutar por valores cristãos. Isso seria pouco demais para renunciar ao matrimônio, à posse dos bens e à vontade própria. Assim como no casamento, o consagrado a Deus é primeiramente um enamorado que, pela força da graça de Deus deseja viver exclusivamente por Ele, pertencer a Ele e dar tudo a Ele.

Caros amigos, neste Ano da Vida Consagrada mostraremos em cada edição homens e mulheres corajosos e dispostos ao sacrifício, que precisam da ajuda de vocês para poder servir à Igreja. O que de fato é sua missão e força é o amor a Jesus e a fidelidade ao seu chamado: “Segue-me”. São cada vez menos os que conseguem entender isso. Por isso são necessários casais, no meio dos quais vive Deus como aquele que compartilha o amor. São necessários pais e mães que saibam rezar: “Senhor, nossos filhos vos pertencem. Dai-nos a graça de vos poder doar uma vocação religiosa.”

Abençoa-os com gratidão,

Pe. Martin Maria Barta
Assistente eclesiástico

 

Este é apenas o editorial do Boletim do mês.

Você pode baixar o boletim na íntegra nas informações adicionais abaixo

 

3 Comments

  1. marcos leme de oliveira 22 de fevereiro de 2015 at 11:24 - Reply

    por que o meu boletim de fevereiro 2015 veio diferente do desse que eu vi no site.

  2. Renan 20 de maio de 2015 at 23:31 - Reply

    Este é o editorial do boletim, não é o boletim em si, acredito.

  3. Evander Junio Chagas dos Santos 4 de julho de 2015 at 19:27 - Reply

    Diante das palavras “frade ou freira” já se pensa em regulamentos rigorosos e altos muros, feitos para tirar o prazer de viver. Servir desinteressadamente aos mais pobres entre os pobres, trabalhar em escolas e hospitais por um salário de fome, rezar pelo mundo, estando oculto na clausura – é verdade que tudo isso soa como coisa louvável, mas hoje em dia dificilmente ainda exerce alguma força de atração sobre a juventude. Mas qual é o aspecto específico, realmente atraente, da vida consagrada? Será o serviço ao próximo, a missão em países distantes, a vida contemplativa no silêncio? Madre Teresa o diz claramente às suas Irmãs: “A vocação de vocês não é cuidar dos doentes no hospital, ou ensinar, ou seja o que for… Nossa vocação é pertencer a Jesus, com a convicção de que nada e ninguém pode nos separar do amor de Cristo. O trabalho que fazemos é o nosso amor a Jesus, traduzido numa ação viva.”

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