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Boletim Fevereiro 2014

2014-02-10T14:14:51+00:00 Fevereiro 10th, 2014|Boletim|

“No caso da família, a fragilidade dos vínculos reveste-se de especial gravidade, porque se trata da célula básica da sociedade, o espaço onde se aprende a conviver na diferença e a pertencer aos outros e onde os pais transmitem a fé aos seus filhos.” Papa Francisco, Exortação Apostólica “Evangelii Gaudium”

Este é apenas o editorial do Boletim de Fevereiro de 2014.
Você pode baixar o boletim na íntegra ao final deste texto (anexo).

 

Manter fidelidade à própria palavra, acreditar em alguém e poder lhe dar a própria confiança – esses são elementos constitutivos fundamentais de uma relação interpessoal feliz. Por isso a quebra de confiança, a falsidade e a infidelidade que chega até à traição são causas dos mais profundos ferimentos da alma. O amor exige afirmação incondicional do outro; ele pressupõe a confirmação vinculante, definitiva e ele só cresce na entrega perseverantemente fiel de si mesmo. Essa força para amar se alimenta na raiz fundamental da fé no Deus fiel e no seu amor reconciliador por nós. Toda a Sagrada Escritura nos fala da fidelidade de Deus que, apesar da infidelidade de seu povo, sustenta de modo inabalável a sua Aliança e lhe doa incansavelmente sinais de seu amor misericordioso. Para quem permanece unido com Deus, uma promessa, uma declaração de fidelidade ou um voto não permanecem como palavras vazias.

A fidelidade de Deus encontra sua imagem e sua forma de expressão mais natural na união conjugal, que vai muito além do nível dos meros sentimentos. A fidelidade dos cônjuges precede a fidelidade dos sacerdotes e dos consagrados. Quando a mãe Margarita beijou respeitosamente o anel de seu filho Giuseppe, o futuro santo Papa Pio X, após a sua sagração episcopal, ela de repente ficou pensativa e lhe mostrou sua própria aliança prateada, desgastada pelo uso: “Sim, Giuseppe, se eu não tivesse primeiro usado o meu anel de casamento, você hoje não estaria usando o seu anel de episcopado.” Na inconstância do mundo, que não tolera mais nenhuma verdade vinculante, torna-se cada vez mais difícil assumir um compromisso duradouro. Tanto mais urgentemente precisamos da veracidade e da fidelidade misericordiosa de Deus como selo inviolável, como farol de constância, para resistir ao temporal da desintegração e da decadência.

O rei da Bélgica, Balduíno, deixou em seu diário este belo testemunho de amor fiel, que o unia à sua esposa, a rainha Fabíola: “Jesus, eu te agradeço por teres acendido em mim um amor tão grande pela minha mulher. Eu te agradeço por me teres dado uma esposa que me ama acima de todas as coisas – depois de ti. Preenche Fabíola com a tua santidade e faz que ela tenha um sentimento mais positivo a respeito de si mesma. Que ela possa sentir a minha confiança e a minha admiração por ela. Ensina-me a respeitar a sua personalidade com todos os seus contrastes. Reforça em mim o meu amor por ela, o amor que vem de ti.”

Pela fidelidade de vocês a Deus, à Igreja e uns aos outros em dias bons e maus, que encoraja tantas pessoas no mundo a manterem sua fidelidade e serem fiéis à Palavra de Deus, caros benfeitores, agradecemos de todo coração.

Eu os abençoo, o seu
Pe. Martin M. Barta

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